Pesquisa Modal: Rejeição ao Governo Bolsonaro fica em 50,2%

PEC de Bondades foi amplamente apoiada pelas redes

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada nesta sexta-feira 15/07.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

A rejeição ao governo se mantém no mesmo patamar da última sexta-feira: 50,2% consideram a gestão Ruim ou Péssima. Destaca-se a ligeira queda do número de pessoas que classificam o governo como Regular. Caiu 0,4%, atingindo 19%. Essa diferença foi recuperada pela avaliação positiva de Bom e Ótimo, que está em 30,9%.

Cabe considerar que no início da semana verificou-se uma leve tendência de queda na aprovação do governo e aumento da rejeição, por conta da intensa movimentação da oposição em torno do caso do petista assassinado no Paraná, com uma clara tentativa de culpabilizar o presidente pelo ocorrido. No entanto, após a aprovação da PEC de bondades, o governo conseguiu se recuperar do desgaste de imagem provocado pelo caso em Foz do Iguaçu.

PEC de Bondades…….

Apesar das acusações de risco fiscal e de ser taxada como um sistema de compra de votos, a PEC de Bondades foi amplamente apoiada pelas redes, fazendo com que prevalecesse a narrativa de que a proposta está priorizando o auxílio aos mais pobres. Tanto que mesmo políticos de esquerda votaram a favor.

Diferentemente dos parlamentares esquerdistas, perfis de esquerda nas redes se mostraram incomodados e passaram areferir que as bondades acabam em dezembro, reforçando uma ideia de que elas deveriam ser permanentes.

Arthur Lira também foi alvo de críticas de opositores, que o acusaram de ter atropelado o regimento da Câmara para conseguir a promulgação do diploma antes do recesso. A aprovação de legislação que permite que governo ofereça cesta básica e outros itens durante a campanha eleitoral recebeu menos atenção nas redes, mas foi considerada pelos críticos como parte do “pacote de compra de votos”.

Observamos que os trâmites e manobras regimentais do Congresso interessam pouco ao internauta comum, que reclama da inflação e vê seu poder de compra derreter.

Para estes, as intenções eleitoreiras são evidentes, mas não um obstáculo à ajuda financeira para quem tem “a corda no pescoço”.

Assassinato no Paraná…….

A semana também ficou marcada pelo assassinato do tesoureiro do PT de Foz de Iguaçu. O crime foi divulgado como sendo por motivações políticas, um discurso que a militância governista não conseguiu reverter, apesar das acusações ao PT de associação com grupos criminosos.

A imagem do presidente foi muito afetada pelo episódio e apenas a aprovação da PEC conseguiu atenuar o impacto.

As menções positivas não ultrapassaram 29% durante três dias. Também contribuiu para os números negativos o contato do PR com familiares bolsonaristas da vítima, mas excluindo a viúva. Muitos acusaram o PR de usar o telefonema para proteger sua imagem, ganhar dividendos eleitorais e atacar a esquerda.

Houve também um desgaste inicial à imagem de Lula, com acusações de que ele incita a violência e com publicações referindo que ele defendeu um ex-vereador do PT que espancou um empresário que protestava contra o ex- presidente, em frente ao Instituto Lula. Mas o impacto negativo inicial sobre o PT durou apenas um dia e foi revertido pela atuação da militância esquerdista.

Opositores do governo usaram a falta de condenação veemente do assassino para acusar Bolsonaro de estimular e apoiar o recurso à violência contra adversários políticos.

O laudo da polícia paranaense, afirmando que não se tratou de crime político, foi amplamente contestado pela esquerda, que acusou a delegada do caso de agir para proteger o assassino.

Internautas moderados temem uma escalada de violência dos dois lados da polarização, tornando o período de campanha perigoso e ainda mais controverso. Muitos acreditam que a solução poderá passar por aumento de segurança, mas também empenho de Lula e Bolsonaro na redução do conflito. No entanto, maioria considera que isto não interessa aos candidatos e não deve acontecer.

Forças Armadas e eleição…….

As redes seguem preocupadas com a aparente intenção das Forças Armadas de atuar de forma ampla no processo eleitoral. Opositores dizem que a Lei Eleitoral está devidamente a cargo do TSE e usaram a expressão “milico não dá palpite”. Eles acusam os militares de provocar instabilidade eleitoral para promover um golpe caso o presidente perca a reeleição.

Foi particularmente criticada a sugestão do ministro da Defesa, de criar uma votação paralela com cédulas de papel como teste da segurança das urnas eletrônicas. Internautas acreditam que a intenção seria causar desconfianças sobre a eleição, pelo método simples de ter pessoas votando de forma diferente nas duas urnas.

Governistas, no entanto, acreditam que há uma forte possibilidade de fraude, acusam o TSE de querer a volta de Lula ao poder e creem que as FFAA.

Emoções 5 dias:

A confiança caiu no início da semana, junto com as menções positivas, mas está em recuperação. A média mensal é 13,73%, pelo menos um ponto percentual abaixo da média do ano, e a mais baixa desde maio de 2021.

Petrobras, combustíveis e ICMS……

Governistas estão sendo bem sucedidos na estratégia de colocar sobre a Petrobras a responsabilidade de reduzir os preços, agora que o valor do barril de petróleo está em queda. Muitos internautas veem nessa pressão uma atuação do PR em favor da população e lembram dos resultados positivos ocorridos após a redução do ICMS nos estados.

A derrubada do veto presidencial à compensação de estados por perdas com a limitação de ICMS foi classificada, por governistas, como “armadilha” para o governo. Eles alegam que o preço de combustíveis pode voltar a subir devido à decisão. Opositores aplaudiram a queda do veto, defendendo que o orçamento dos estados garante serviços básicos e não pode ser afetado.

A narrativa da esquerda, de que a redução do ICMS pode atrapalhar a saúde e a educação é rejeitada nas redes, que acreditam que se não houver corrupção e se os governos forem competentes, os recursos dão para cobrir bem as despesas e investimentos.

Candidatos ……

As menções aos presidenciáveis seguem confirmando a forte polarização da campanha. 94,3% do total se referem a Lula ou Bolsonaro. Ciro Gomes e Simone Tebet estiveram muito ausentes das conversas nas redes ao longo da semana, e isso se reflete no baixo número de menções a eles.  Lula foi muito falado após o anúncio de Anitta, dizendo que votará no petista.

Governistas se irritaram com o tema, tentando retratar a artista como insignificante e acusando-a de ter como intenção a descriminalização de drogas no Brasil, mas o movimento de contestação ficou dentro das bolhas, assim como o movimento de aprovação também permaneceu dentro dos limites da militância petista.

Menções dos candidatos – Últimos 5 dias

Lula: 45,2%; Jair Bolsonaro, 49,1%; Simone Tebet, 0,7%; e Ciro Gomes, 5,1%

Polaridade 5 dias:

As menções negativas ao presidente se mantiveram acima de 70% por três dias seguidos, algo bastante incomum no histórico de dados.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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