Pesquisa Modal: Rejeição ao Governo Bolsonaro fica em 49,6%

Percentual Bom/Ótimo também cresceu 0,1%, para 31,3%

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada nesta sexta-feira 05/08.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

A popularidade do governo teve uma ligeira variação positiva esta semana. O índice de pessoas que consideram o governo Ruim/Péssimo caiu 0,2%, para 49,6%. A avaliação Regular subiu 0,1%, para 19,1%. O percentual Bom/Ótimo também cresceu 0,1%, para 31,3%.

Carta pela Democracia

O manifesto pela Democracia se manteve em foco na semana, devido às reações do presidente ao mesmo. Bolsonaro continua presumindo que a carta é um ataque político contra si mesmo, levando a oposição a afirmar que o próprio presidente se enxerga como uma ameaça ao processo democrático.

O cancelamento de visita do presidente à Fiesp foi o episódio mais recente que opositores usaram para acusá-lo de “passar recibo”.

Governistas mantêm o discurso de que os signatários da carta são esquerdistas interessados na eleição de Lula e que o presidente tem o apoio do povo.

Eleição e Forças Armadas

A oposição tem afirmado que as Forças Armadas estão se esforçando para se envolver no processo eleitoral. A esquerda teme que militares e policiais se unam a apoiadores civis do presidente, em caso de derrota, para facilitar caos social e desobediência civil. Governistas desvalorizam estes receios.

Enquanto isso, as conversas sobre golpe diminuíram consideravelmente, ao menos por agora. Muitos internautas comuns veem as críticas do presidente à transparência eleitoral como uma forma de justificar uma derrota em outubro, mas não acreditam na possibilidade de levante popular ou golpe.

Combustíveis

A Petrobras anunciou nova queda de preços, desta vez no diesel. Governistas atribuem o mérito ao presidente, pelas mudanças no comando da estatal. Liberais argumentaram que a baixa de 20 centavos não é suficiente para reajustar com a realidade internacional, cobrando a privatização da empresa.

Opositores desconfiam que a Petrobras está sendo pressionada a fazer estes anúncios de baixa de preços progressivamente até à eleição, o que deve resultar em descida gradual da inflação e multiplicar os ganhos eleitorais do presidente.

Empréstimo consignado para beneficiário do Auxílio Brasil

A aprovação de pedidos de empréstimo para beneficiários do Auxílio Brasil está sendo vista como um risco de agravamento do endividamento, que afetará uma parcela muito vulnerável da população. O projeto é considerado eleitoreiro e fiscalmente irresponsável.

Opositores argumentam que serão as instituições financeiras a beneficiar do crédito consignado, cobrando juros altos que tornarão ainda mais brasileiros inadimplentes. Governistas defendem que os beneficiários saberão discernir a opção mais vantajosa, mas analistas falam em falta de instrução financeira, sobretudo entre a população mais pobre.

Apesar das críticas, houve um grande volume de buscas no Google sobre o empréstimo, sendo um dos temas mais relevantes nessas buscas, associados ao termo “Bolsonaro”. Apesar disso, a novidade não refletiu no índice de aprovação do PR, ao menos por enquanto.

Inflação e Economia

Uma das estratégias eleitorais do governo tem assentado na apresentação de resultados econômicos positivos, como descida do desemprego e desaceleração da inflação. Paulo Guedes fez discurso esta semana realçando que o teto de gastos foi violado de forma “responsável” para socorrer a população, mas sem inchar a máquina do estado.

Opositores e internautas comuns, fora da polarização eleitoral, rejeitam o que enxergam como discurso otimista. Eles destacam os preços de alimentos e aumento do número de brasileiros com fome. Para eles, o governo não tomou providências antecipadamente, permitindo que a situação econômica se deteriorasse, e criou auxílios apenas com intenções eleitoreiras.

Polaridade de sentimentos:

A militância governista tem encontrado dificuldades para “sair da bolha” de apoiadores e encontrar outros públicos nas redes. Parte do mérito também pertence à oposição, que está sendo eficaz em divulgar os receios do presidente em ser preso, caracterizando as falas de Bolsonaro como admissão de culpa de supostos crimes.

Polaridade 5 dias:

Notícias como a baixa do preço do diesel, aprovação do crédito consignado ou sanção do piso de enfermagem não tiveram impacto expressivo na popularidade do presidente, o que é incomum. As redes se afastaram hoje de temas políticos para lamentar a morte do humorista Jô Soares.

Pesquisas

A maioria das pesquisas segue mostrando vantagem eleitoral de Lula, embora a diferença para Bolsonaro venha diminuindo progressivamente. Analistas acreditam que os números da noite eleitoral revelem um cenário mais equilibrado do que os petistas esperam e não acreditam em vitória no primeiro turno.

Petistas, no entanto, confiam na eficácia das alianças de Lula nas esferas nacional e estadual. Eles destacam a Frente Ampla criada em torno da candidatura do ex-presidente que assegura uma fatia significativa de propaganda na TV e do fundo eleitoral. Também acreditam que o índice de rejeição a Bolsonaro terá um forte impacto na votação.

As restantes candidaturas seguem recebendo uma parcela muito baixa da atenção nas redes.

Candidatos

As menções a Lula e Bolsonaro reúnem 93,3% do total de referências aos presidenciáveis, nos últimos cinco dias. Os números seguem confirmando a forte polarização da eleição que se aproxima. Ciro Gomes foi tema de apenas 4,6% das referências a candidatos. Simone Tebet, que apresentou a chapa com Mara Gabrilli esta semana, conseguiu 2,1% das menções.

Simone Tebet 2,0%, Ciro Gomes, 4,7%, Lula 47,7% e Jair Bolsonaro, 45,6%.

Emoções 5 dias:

Os índices de Confiança associados a publicações sobre o presidente continuam bem abaixo da Tristeza e Medo.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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