Pesquisa Modal: Rejeição ao Governo Bolsonaro é de 51,1%

Aprovação do governo sofreu com as crises recentes no MEC

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada nesta sexta-feira 01/07.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

Popularidade do Governo ….

A aprovação do governo sofreu com as crises recentes no MEC, mas já mostra sinais de recuperação, deixando os índices estáveis em relação à semana passada. O índice de rejeição, no entanto, ainda é alto, com 51,1% das pessoas avaliando o governo como Ruim e Péssimo. 29,6% consideram a gestão Boa ou Ótima e 19,4% classificam como Regular.

PEC Kamikaze passa no Senado…..

A PEC que reajusta o Auxílio Brasil e concede novos auxílios para diesel e gasolina passou no Senado quase unanimemente.

Internautas de esquerda se indignaram com os votos dos parlamentares da oposição, que foram acusados de aprovar o texto que, para eles, é uma máquina de compra de votos e também uma irresponsabilidade fiscal.

Governistas mantiveram um discurso que vingou nas redes. Eles retrataram a luta contra o pacote de benefícios como politicagem da esquerda para prejudicar não só o presidente, mas também a população mais pobre, que enfrenta inflação, fome e miséria Lulistas estão particularmente revoltados com o “vale-caminhoneiro” de mil reais até o fim do ano. Para eles, assim que o benefício acabar, a categoria poderá fazer uma greve prejudicando o novo presidente que, para eles, será Lula.

CPI do MEC….

A oposição comemorou o alcance das assinaturas necessárias para protocolar a CPI do MEC. Segundo eles, a possibilidade de interferência do presidente na investigação da PF torna urgente que o Congresso se interesse pelo tema, expondo possíveis leniências com os suspeitos.

Também foi denunciada a liberação de emendas parlamentares na última semana, insinuando que o governo estaria “comprando” os parlamentares para que boicotem a CPI.

Para governistas, a nova Comissão de Inquérito é uma repetição da CPI do Covid, considerando que as duas não passam de palanques políticos usados para desgastar a imagem do presidente. Eles divulgam que os casos de corrupção detectados no MEC e no FNDE são anteriores à gestão Bolsonaro e foram denunciados por Milton Ribeiro.

O caso Milton Ribeiro perdeu relevância entre os internautas. Na falta de fatos novos, o assunto caiu na disputa que se desenha dentro da polarização política.

Caixa…..

As denúncias de que o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, cometia assédio moral e sexual contra funcionários da instituição viralizaram nas redes.

Opositores foram eficazes em estabelecer uma relação de proximidade de Guimarães com Bolsonaro, acusando o PR de misoginia.

Governistas contestaram a associação e levantaram dúvidas quanto à legitimidade das denúncias. Eles consideram que os casos sucessivos de acusações contra Milton Ribeiro e Pedro Guimarães são manobras judiciais para prejudicar o presidente.

A estratégia da oposição ajudou a reforçar a narrativa de que Bolsonaro não se preocupa com a questão das mulheres e que existe um machismo entranhado no governo.

ICMS e a pressão sobre governadores …….

A redução do ICMS de combustíveis e energia pelos estados ainda não é tema pacífico. Vários governos estaduais estão procurando o STF para reverter a perda de arrecadação, o que é usado por bolsonaristas para acusar os governadores de ganância e falta de solidariedade com os brasileiros.

Alguns estados como SP, GO, ES e MG já assinaram a redução, depois da sanção do PR ao projeto. A militância governista, nas redes, fez questão de assinalar que aredução de preço de combustíveis é obra do presidente, e não da “bondade” de governadores.

Opositores mantêm a tese de que o ICMS não é o principal fator para os preços altos, exigindo que a PPI da Petrobras seja modificada. Este discurso perdeu ímpeto devido às reduções efetivas dos preços, mas pode se fortalecer em caso de anúncio de novos reajustes pela estatal.

A população comum começa a compartilhar informações sobre a redução dos preços nos postos. Mas ainda há muita desconfiança. Muitos acreditam que a redução será anulada em breve, assim que a Petrobras voltar a aumentar o preço dos combustíveis.

Fraude eleitoral…..

As conversas sobre fraude eleitoral estão voltando ao radar das redes, impulsionadas por perfis de relevo do bolsonarismo.

Influenciadores que defendem o presidente compartilham imagens de Bolsonaro com seus apoiadores, nas ruas, destacando que ele é recebido em apoteose em todo o país.

Os resultados da maioria das pesquisas eleitorais são colocados em causa pelos governistas, que acreditam que os institutos estão forjando os números para iludir os brasileiros quanto ao favoritismo de Lula. Para eles, isto é sinal de uma “armação” para fraudar os resultados eleitorais.

Após Flávio Bolsonaro dizer que seu pai não teria forma de evitar um levante popular em caso de derrota nas urnas, opositores identificaram a construção de uma narrativa que pode imitar a invasão do Capitólio dos EUA. Eles temem que o bolsonarismo incite a uma revolta, causando o caos após a eleição.

Economia…….

Os resultados econômicos do país foram explorados por governistas e opositores durante a semana. Apoiadores do presidente aplaudiram a queda do índice de desemprego em maio para 9,8%. Eles dizem que o resultado é assinalável, sobretudo em meio à pandemia e à guerra.

Opositores do governo destacaram o comportamento da Bolsa e do dólar em junho. Eles dizem que os ganhos dos meses anteriores estão desaparecendo e que a economia nacional se encontra pior, temendo ainda o impacto que o “pacote de bondades” terá na inflação.

Polaridade de sentimentos:

A militância governista foi extremamente eficaz na blindagem do presidente da repercussão negativa da crise na Caixa, do MEC e da PEC dos auxílios.

Polaridade 5 dias:

O índice de menções negativas a Bolsonaro caiu para 29%, o valor mais baixo desde 24 de fevereiro de 2022, data em que se iniciou a guerra na Ucrânia, uma semana após o PR ter se encontrado com Wladimir Putin, em Moscou.

Emoções 5 dias:

O índice de confiança melhorou esta semana, embora no cálculo do mês de junho, a média tenha ficado em 14,3%, o valor mais baixo desde julho de 2021. Há ainda a ressaltar que, apesar da melhora na confiança, a tristeza e o medo seguem como os sentimentos mais presentes em publicações que mencionam o presidente.

Menções aos candidatos

Lula perdeu espaço nas redes para Bolsonaro, que tem sido o foco das discussões políticas envolvendo a PEC dos Auxílios, o MEC e a Caixa. Os dois candidatos são responsáveis por 96,4% do total de menções a presidenciáveis. As alternativas, Ciro Gomes e Simone Tebet, não conseguem romper a polarização nas redes.

Jair Bolsonaro, 55,1%; Lula, com 40,0%; Ciro Gomes, 3,8%; e Simone Tebet, 1,2%.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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