Pesquisa Modal: Rejeição ao Governo Bolsonaro é de 50,2%

Avaliação Regular se manteve estável

Pesquisa Modal: Rejeição ao Governo Bolsonaro é de 50,2%

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada nesta sexta-feira 08/07.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

A imagem do governo entrou em franca recuperação esta semana, com a rejeição do governo caindo 0,9% e a aprovação crescendo 0,8%. A avaliação Regular se manteve estável.

Apesar da melhora, a avaliação de Ruim/Péssimo ainda segue bastante alta, alcançando 50,2%. 30,4% consideram a gestão Boa e Ótima e 19,4% consideram Regular.

PEC de Benefícios……

As conversações nas redes revelam que os internautas acreditam que a PEC dos auxílios é uma medida eleitoreira. Isso fica claro até mesmo em publicações de perfis bolsonaristas, que esperam um crescimento do PR nas pesquisas, a partir do pagamento dos auxílios.

Mas, apesar da visão de que a PEC pode angariar votos para Bolsonaro, não há contestação em relação à necessidade dos auxílios para ajudar a população em um momento em que a inflação tem feito crescer a fome e a miséria. Nesse ponto, esquerda e direita convergem, o que deixa mais facilitada a missão do governo de aprovar a proposta.

Nesse contexto, petistas estão evitando criticar os auxílios, mas buscam a narrativa de que o governo, segundo dizem, não teve sensibilidade social ao longo do mandato e agora se volta para a PEC “do desespero”, apenas com o intuito de angariar votos e tentar evitar a vitória de Lula.

Estado de Emergência e as consequências fiscais …..

Análises da PEC dos auxílios, fora das paixões ideológicas e partidárias, levantam duas preocupações para analistas.

A primeira está relacionada ao decreto de Estado de Emergência. Os perfis mais técnicos não veem a justificativa como válida e mencionam o fim da pandemia e o não-envolvimento do Brasil na guerra entre Rússia e Ucrânia.

A segunda consideração diz respeito aos esperados impactos fiscais fortes que, para eles, pressionarão o dólar, a inflação e, consequentemente, os preços de alimentos e combustíveis. Muitos preveem agravamento imediato das condições econômicas em 2023, com aumento da inflação e da fome.

CPI do MEC……

A oposição foi derrotada, segundo analistas, na pretensão de desgastar o presidente através da investigação de alegados crimes dentro do MEC. Alguns opositores ainda esperam que STF ou a PF consigam resultados que incriminem o presidente. A maioria espera que o governo mude e proceda a investigação séria, dizendo que os responsáveis já não estarão protegidos por foro privilegiado.

Combustíveis, ICMS e Petrobras……

Governistas divulgaram a baixa dos preços em vários estados onde a limitação do ICMS já entrou em vigor, dizendo que o presidente estava certo quanto ao efeito positivo do alívio de tributos. Apesar disso, opositores argumentam que os preços ainda estão muito altos e devem voltar a subir.

Foram também os apoiadores do presidente que lideraram um movimento de pressão sobre a Petrobras para que baixe os preços de combustíveis, refletindo a queda do preço do barril. Opositores destacaram a alta do dólar, voltando a criticar a PPI da Petrobras.

As alterações do ICMS aliviaram a pressão da crise dos combustíveis sobre o governo. O assunto abarcou, nestes primeiros dias de julho, 13,3% das menções temáticas em posts sobre Bolsonaro. No mês de junho esse percentual foi de 20,8%.

Orçamento secreto……

Todas as alegações sobre colaboração entre Governo e Congresso na PEC de Benefícios e no adiamento da CPI foram acompanhadas de acusações de troca de apoio parlamentar por emendas do orçamento secreto.

O senador Marcos do Val acabou por confirmar as suspeitas de opositores, dizendo que recebeu 50 milhões em emendas por ter apoiado a eleição de Rodrigo Pacheco a presidente do Senado.

Internautas dizem que os parlamentares “normalizaram” a corrupção e tráfico de influência.

Emoções 5 dias:

Os sentimentos de medo e tristeza seguem como os mais presentes em posts que mencionam o presidente. Confiança voltou a uma média de 15% em julho,
depois de quebra no mês anterior.

Transparência das eleições…..

As redes continuam identificando um possível discurso golpista no presidente, seus aliados, apoiadores e militares. Eles temem que as Forças Armadas esbocem apoio a um eventual levante contra o resultado eleitoral. Outros opositores duvidem que tal venha a suceder e apostam em transição de poder pacífica.

Polaridade de sentimentos:

As menções positivas ao presidente estão mantendo níveis regulares, embora negativos. A imagem de Bolsonaro ultrapassou as crises da Petrobras, Caixa e MEC com relativa facilidade.

Candidatos…..

Os candidatos da polarização seguem dominando as menções aos presidenciáveis, abarcando 93,3% do total. Lula apresentou, esta semana, vantagem numérica no volume de menções, mas com muitas críticas a ele.

Governistas mantiveram nos assuntos mais comentados do Twitter as alegações de associação entre PT e PCC, e acusações de que Lula seria o mandante da morte de Celso Daniel. Petistas rebateram os posts, mas sem conseguir conter a abundância de publicações.

Os resultados de pesquisas recentes confirmam que Simone Tebet e Ciro Gomes não estão conseguindo impor suas candidaturas como competitivas frente à polarização. Analistas acreditam que os candidatos terão que reavaliar estratégias de campanha.

Lula: 50,4%; Jair Bolsonaro, 43,1%; Simone Tebet, 0,6%; e Ciro Gomes, 5,9%

Polaridade de 5 dias:

A tendência de queda verificada hoje está relacionada com revelações quanto ao uso do orçamento secreto para definir votações no Congresso e ao empenho extra da oposição em criticar o presidente, durante e após evento de Lula no RJ.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Gostou deste conteúdo e quer saber mais? É só clicar aqui 

Veja também no nosso blog

você pode gostar também

Comentários estão fechados.