Pesquisa Modal: Rejeição ao Governo Bolsonaro é de 49,8%

Rejeição ao governo caiu 0,4% esta semana

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada nesta sexta-feira 22/07.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

A rejeição ao governo caiu 0,4% esta semana, revelando uma tendência de melhora, embalada pela redução nos preços dos combustíveis e ampliação dos auxílios. O índice de pessoas que consideram a gestão Ruim/Péssima marcou 49,8%, nesta sexta-feira. Ou seja, ficou abaixo dos 50%, algo que não ocorria desde o dia 30 de maio.

Já a avaliação positiva, por sua vez, subiu 0,2%, ficando em 31,1%. O índice Regular subiu 0,5%, registrando 19,1%.

Embaixadores, Urnas e o 07 de Setembro

O tema da semana nas redes foi a reunião do presidente com embaixadores estrangeiros. Internautas de todos os espectros políticos repercutiram as declarações do presidente, que visaram as urnas eletrônicas e a atitude do Judiciário em relação ao processo eleitoral.

Opositores foram eficazes, em um primeiro momento, na classificação do discurso de Bolsonaro como afronta à democracia e segurança eleitoral. As menções negativas ao presidente chegaram a 68% no dia seguinte ao discurso, refletindo o desconforto com a forma como o presidente retratou o país e suas instituições.

A repercussão entre governistas, no entanto, foi muito positiva para o presidente. Inicialmente, a aparente falta de dados novos na fala de Bolsonaro deixou sua militância sem discurso organizado.

Mas a repetição de acusações quanto à alegada falta de transparência das urnas recuperou a imagem do presidente.

A oposição foi perdendo o controle da guerra de narrativas quando começou a exercer suas cobranças sobre Arthur Lira, Augusto Aras, Forças Armadas e o Judiciário. Na exigência de respostas institucionais enérgicas, acabaram por afrouxar as críticas ao presidente.

Bolsonaristas aproveitaram a questão para convocar apoiadores para os atos de 7 de setembro. Mais uma vez, as manifestações no Dia da Independência estarão pautadas nas críticas ao STF e ao “sistema” como um todo. Apoiadores mais radicais têm defendido que uma ruptura institucional se concretize nesse dia, mas, até o momento, são manifestações pontuais.

Pesquisas Eleitorais

Petistas estão se mostrando progressivamente mais preocupados com os resultados das pesquisas eleitorais. A vantagem de Lula para Bolsonaro está caindo em quase todas as publicações recentes. A vitória no primeiro turno parece, cada vez mais, uma possibilidade remota.

Apesar da preocupação, eles seguem confiando que o alto índice de reprovação do presidente ainda signifique uma vitória de Lula no segundo turno. Mas os efeitos positivos de auxílios e queda do preço de combustíveis têm potencial para mudar o cenário das pesquisas nos próximos meses.

Governistas ignoram os dados de institutos de pesquisa, dizendo acreditar apenas no “DataPovo”. Eles observam que eventos e visitas com Bolsonaro sempre arrastam milhares de pessoas, pelo que apenas urnas fraudadas explicariam a vitória de outro candidato.

Analistas avaliam que setembro será um mês decisivo nas pesquisas, não só porque as campanhas estarão em força máxima, mas também porque o auxílio de R$ 600 estará nas ruas, o que indicará qual a efetividade eleitoral das ampliações.

Agenda Política

As convenções partidárias receberam atenção nas redes. #CiroPresidente ganhou destaque no dia da convenção do PDT. A campanha de Ciro se concentra em divulgar que o candidato se distingue dos seus adversários, sobretudo no que diz respeito às acusações de corrupção.

A candidatura de Simone Tebet tem enfrentado resistências, que partem de dentro do próprio MDB. A ala lulista procura adiar a convenção do partido em busca de arregimentar apoio para uma possível aliança com o PT que, por agora, parece não ter força suficiente.

Michel Temer tem sido pivô de vários boatos sobre hipotético encontro com Lula, ou a alegada intenção de substituir Tebet enquanto candidato. O ex- presidente também afirmou que Dilma Rousseff é “honestíssima”, levando a rumores de tentativa de reaproximação com o PT.

Esses fatores, aliados à aparente resistência do PSDB em oferecer apoio e palanques à candidata do MDB, estão fragmentando o apoio a uma terceira via que parece ter cada vez menos capacidade competitiva. Ciristas aproveitaram a brecha para colocar o seu candidato como única alternativa à polarização, mas o espaço para um nome que não seja Bolsonaro ou Lula está cada dia mais distante.

Antipetistas destacaram a ausência de Lula e Alckmin na convenção que oficializou a chapa. Os dois foram acusados de temer o contato com a população por, segundo eles, saber que serão vaiados.

A oposição ao presidente procurou boicotar o evento da oficialização da candidatura de Bolsonaro, que acontece no domingo. A estratégia foi mal sucedida, uma vez que o PL cancelou as reservas online e permitirá a entrada livre no Maracanãzinho. Isto foi visto como uma derrota da esquerda, que, segundo a mídia, estava estimulando o boicote.

Economia

Muitos internautas seguem reclamando do preço de alimentos, sobretudo leite e carne. Eles dizem que o alívio nos preços de combustíveis não teve qualquer efeito nas contas do mercado. Apesar disso, notamos uma diminuição deste tipo de publicação.

O dólar está subindo, mas o tema teve repercussão muito fraca. A avaliação de analistas do mercado indica fatores internos e externos para a alta do câmbio. Opositores e governistas culpam o governo e a possibilidade de eleição de Lula, respetivamente, pelo cenário.

Polaridade de sentimentos:

As menções positivas ao presidente caíram a 32% na terça, mas permaneceram estáveis em 36% no resto da semana.

Candidatos

A reunião com embaixadores manteve o presidente como principal visado nas publicações nas redes. 93,1% das conversas sobre os principais presidenciáveis mencionam Bolsonaro ou Lula, indicando que a polarização está cada dia mais consolidada.

Lula: 44,1%; Jair Bolsonaro: 49,0%; Simone Tebet: 1,0%; Ciro Gomes: 5,8%

Emoções 5 dias:

A confiança chegou a cair para 13%, mas já recuperou para a média habitual de 15%. Medo e tristeza seguem dominando as publicações sobre o presidente.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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