Pesquisa Modal:  49,8% acham Governo Bolsonaro ruim

Pesquisa mostra que 20,6% avaliam como Regular

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 25 de abril até essa sexta-feira 29/04.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

Popularidade do Governo ….

Nesta sexta-feira, 49,8% das pessoas consideram o Governo Ruim/Péssimo, 29,6% classificam como Bom/Ótimo e 20,6% avaliam como Regular.

Estagnação na avaliação do governo ……

Desde janeiro o governo vem conseguindo melhorar a imagem perante a população. Esse processo se acentuou no final de março e início de abril. No entanto, a estagnação do quadro, que em relatórios anteriores avaliamos como uma tendência, se confirmou.

Esta semana a rejeição se manteve nos mesmos patamares da semana passada. Já a avaliação regular teve uma ligeira queda, de 0,4%. Na avaliação positiva, houve um crescimento residual de 0,3%.

Caso Daniel Silveira e o medo de uma ruptura democrática……

Ao analisarmos os temas relativos às publicações que mencionam Bolsonaro, observamos que o STF sempre esteve entre os mais citados. O indulto concedido a Daniel Silveira mais uma vez colocou a Corte em destaque e, este mês, “STF” foi o responsável por 37,4% das publicações sobre os temas analisados, que são: Combustíveis, Corrupção, Costumes, Educação, Emprego, Inflação, Meio Ambiente, Saúde, Segurança, STF e Transportes.

Como as críticas ao STF sempre permearam o bolsonarismo, o novo capítulo dessa briga, na verdade, não representa uma nova frente de ataques, mas apenas o reforço de um dos pontos de crítica dos eleitores governistas. Não sendo uma novidade, o embate Bolsonaro x STF não foi suficiente para agregar novos eleitores e a efusividade com da concessão da graça ficou restrita à bolha militante.

Além disso, o decreto veio acompanhado de muitas críticas dos que consideraram o ato autoritário e acreditam que Bolsonaro caminha para um golpe, caso perca as eleições. Esses perfis citaram também afirmações do PR, que aventou uma possível recontagem de votos pelas Forças Armadas e, até mesmo, a suspensão das eleições.

Isso acabou por melindrar perfis mais moderados. Em setembro de 2021, quando o PR convocou seus apoiadores a irem às ruas e muitos adotaram o discurso de rompimento democrático, a rejeição de Bolsonaro passou a subir, em um movimento que ocorreu por quatro meses, iniciando uma reversão apenas em janeiro de 2022. Isso indica que a radicalização do discurso prejudica a imagem do governo e a insistência nesse quesito pode gerar uma nova onda de insatisfação.

Já são uma tendência nas redes, queixas de pessoas que esperam que Bolsonaro atue no combate à inflação com a mesma intensidade em que estimula as críticas ao STF e ao sistema eleitoral.

Ao analisarmos os sentimentos gerados nas publicações do Twitter que mencionam os termos “Bolsonaro” e “STF”, o medo é o mais presente, abarcando 15,5% dos posts, seguido da tristeza, com 12,5%, e da raiva, com 11,5%. A confiança aparece presente em apenas 11,4% dos tweets. Grande parte do medo é gerado pelo receio de uma ruptura democrática.

Apesar de Lula ter liderado no ranking de novos seguidores conquistados, Bolsonaro segue liderando o número total de seguidores nessas três redes, somando 37,9 milhões de perfis. Lula está em segundo, com 8,4 milhões de seguidores. Ciro soma 3,4 milhões, Doria 3,6 milhões e Tebet 574 mil. Muitos internautas dizem que o crescimento dos pré-candidatos nas redes se deve à ação de rôbos.

Atos do dia 1º de Maio …..

Apoiadores de Bolsonaro estão convocando para um ato em favor do presidente, no dia 1º de Maio. No entanto o impacto dessa manifestação tem sido restrito nas redes. O pico da divulgação ocorreu nos 10 primeiros dias de abril, mas depois o tema entrou em declínio, perdendo engajamento nas redes e ficando restrito aos grupos e perfis bolsonaristas. Isso revela uma dificuldade em pautar a sociedade em torno do evento, diferentemente do que ocorreu nos protestos de 7 de setembro de 2021.A esquerda também tem convocado atos para o Dia do Trabalhador, mas o impacto tem sido ainda menor do que a convocação feita por governistas.

Os presidenciáveis e seus seguidores….

O volume de seguidores dos presidenciáveis nas redes tem aumentado exponencialmente, com destaque para Bolsonaro e Lula. Veja o volume de novos perfis angariados pelos presidenciáveis, nas redes, desde o dia 1o deste mês:

Lula: Instagram: 446.073; Twitter: 302.898; e Facebook: 41.408: total de 790.379;

Bolsonaro: Instagram:193.074; Twitter: 139.303; e Facebook: 25.622: total de 357.999;

Ciro Gomes: Instagram: 10.023; Twitter: 19.508; Facebook: 2.747; total de 32.278;

Tebet: Instagram:7.834; Twitter:5.412; Facebook: -50; total de -13.196; e

Doria: Instagram: -10.086; Twitter: 5.743; Facebook: -13.809; total de 2.020.

ONU, Moro e Lula…..

Petistas divulgaram exaustivamente a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que considerou que Sergio Moro foi parcial no julgamento de Lula e que a condenação foi injusta. Eles reclamaram que a mídia não deu relevância ao tema, acusando os veículos de informação tradicionais de defenderem a pauta política conservadora.

Moristas e governistas desvalorizaram a decisão, argumentando que não tem validade judicial no Brasil e que Lula era, de fato, culpado. Sergio Moro destacou que as opiniões do Comitê reproduzem apenas a conclusão emitida pelo STF.

Candidatos da terceira via de centro-direita seguem sem conseguir se afirmar, nas redes e nas pesquisas como alternativas competitivas. Internautas dizem que a “deserção” do União Brasil, para suposto apoio ao PR, deixa a terceira via sem candidatos agregadores e sem recursos.

Ciro Gomes, por outro lado, tem conseguido uma margem maior das conversas. Também prossegue como um dos candidatos com melhor aprovação, rondando os 40% de menções positivas, no Twitter.

Economia e inflação ….

A inflação segue como uma das grandes preocupações de internautas comuns nas redes. O preço de alimentos como tomate, cenoura e carnes causa, segundo eles, insegurança alimentar. Muitos questionam como um país produtor pode ter escassez e culpam exportação pela alta de preços.

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes são apontados, por opositores, como os responsáveis pela escalada de preços. Essa opinião é compartilhada mesmo por perfis sem engajamento político.

Governistas consideram a acusação injusta, e apontam a pandemia e a guerra como culpados.

Menções aos candidatos – últimos 5 dias

A média de menções aos candidatos nos últimos cinco dias mostra uma ligeira vantagem do presidente, com 44,8% do bolo. Lula, logo atrás, tem 43,1%. Ciro Gomes aparece em terceiro com 10,1% das menções, João Doria tem 1,5%, e Simone Tebet apenas 0,5%.

Polaridade de sentimentos:

Polaridade de sentimentos: As menções positivas ao PR iniciaram a semana nos 40%, mas caíram na quinta-feira depois de declarações polêmicas sobre suspender eleições e resultados negativos da inflação.

Emoções 5 dias:

Os sentimentos associados a posts sobre o presidente seguiram um percurso paralelo às menções positivas. Na quinta-feira a confiança caiu para 14%, e a tristeza disparou para 20%.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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