Lucro da Vale (VALE3) fica em R$30 bilhões no 2T22

EBITDA de Metais Básicos foi de R$ 2,961 bilhões no 2T22

A Vale (VALE3) fechou o segundo trimestre de 2022 com lucro líquido de R$30,285 bilhões, ou seja, bem superior do trimestre anterior de R$23,163 bilhões, mas abaixo de igual período do ano passado, R$29,832 bilhões.

No 2T22, a Vale reportou um EBITDA ajustado proforma das operações continuadas de R$ 25,8 bilhões, ficando R$ 6,9 bilhões abaixo do 1T22, refletindo a queda dos preços de minério de ferro e cobre no final do trimestre, que foi parcialmente compensada por maiores volumes de vendas de minério de ferro.

“Ao comemorarmos nossos 80 anos de atuação no Brasil, aproveitamos para refletir sobre nossa jornada, desafios e evolução. Estamos reinventando a maneira como operamos, comprometidos em nos tornar uma das companhias mais seguras e confiáveis do setor no mundo. Seguimos em frente com a convicção de que a mineração é essencial para o desenvolvimento da sociedade e que só cumpre seu propósito gerando prosperidade para todos e cuidando do planeta”, comentou Eduardo Bartolomeo, CEO .

No 2T22, a Vale investiu US$ 1,293 bilhão em projetos de crescimento e manutenção, um aumento de US$ 157 milhões em relação ao 1T22, principalmente devido aos avanços nas obras de construção e aquisição de equipamentos nos projetos Sol do Cerrado, Salobo III e VBME.

O Fluxo de Caixa Livre das Operações aumentou US$ 1,066 bilhão t/t atingindo US$ 2,295 bilhões, uma conversão de caixa de mais de 41% do EBITDA proforma. O melhor resultado é explicado principalmente pelo impacto positivo do capital de giro no 2T e pelo imposto de renda sazonalmente maior pago no 1T22.

A dívida bruta e arrendamentos totalizaram US$ 12,608 bilhões em 30 de junho de 2022, US$ 1,407 bilhão menor t/t, devido, principalmente, à oferta pública de compra dos títulos da VALE3.

A dívida líquida expandida diminuiu para US$ 18,558 bilhões, atribuída principalmente ao efeito da depreciação do real sobre os compromissos denominados em moeda local, que foi parcialmente compensada pelas perdas de marcação a mercado nas posições de hedge cambial

“Continuamos comprometidos com uma alocação disciplinada de capital e com a geração e retorno de valor aos nossos acionistas, conforme evidenciado pelo anúncio de pagar US$ 3 bilhões em dividendos”, concluiu Bartolomeo.

Demais números

O EBITDA de Minerais Ferrosos foi de R$ 25,3 bilhões. O EBITDA de Minerais Ferrosos foi R$ 5,2 bilhões inferior ao 1T22, devido a menores preços realizados de finos de minério de ferro e aos maiores custos de C1 e frete, parcialmente compensados pelos maiores volumes de vendas.

O preço médio realizado de finos de minério de ferro foi de US$ 113,3/t, uma queda de
US$ 28,1/t t/t, principalmente devido: ao preço provisório US$ 38,2/t menor no final do 2T22, refletindo a menor curva forward no final do trimestre e prêmios menores, como consequência da maior participação de produtos com alto teor de sílica no mix de vendas.

O custo, excluindo compras de terceiros, foi de US$ 20,9/t, US$ 2,2/t maior t/t,
principalmente devido ao impacto negativo da valorização média do real, venda de
estoques de maior custo construídos no 1T, e maiores custos com serviços e combustíveis, que foram parcialmente compensados pela diluição dos custos fixos.

O custo de frete para finos de minério de ferro foi de US$ 21,3/t no 2T22, US$ 3,2/t maior do que no 1T22, principalmente devido aos maiores custos de bunker.

O EBITDA de Metais Básicos foi de R$ 2,961 bilhões no 2T22, ficando R$ 958 milhões
abaixo do 1T22.

O EBITDA de Níquel foi de R$ 2.845 milhões no 2T22, uma melhora de R$ 120 milhões
t/t, que foi impulsionada por maiores preços realizados de níquel, após o aumento de
10% nos preços da LME, e um sólido desempenho em Onça Puma.

Entretanto, tivemos menor crédito de subprodutos devido principalmente ao menor preço do cobre no 2T22.

O EBITDA do negócio de Cobre foi de R$ 116 milhões no 2T22, R$ 1.078 milhões inferior t/t, principalmente devido a reajustes dos preços provisórios, após os preços futuros 20% mais baixos da LME no final do trimestre e aos maiores custos de manutenção e de material em Salobo e Sossego.

A Vale vai realizar uma teleconferência para acionistas para discutir seu desempenho no 2T22, nesta sexta-feira, 29 de julho de 2022. Será realizado em inglês, com tradução simultânea para o português, a partir das 11h (horário de Brasília).

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