O dinheiro disponível no mercado global para a compra de títulos de dívidas emitidos por empresas de países emergentes pode aumentar no segundo semestre.

Segundo o Estadão, a oportunidade pode favorecer até mesmo o Brasil, a despeito da preocupação de investidores com o cenário local conturbado devido à incerteza sobre o controle dos gastos públicos.

A expectativa de que o caminho fique mais livre às empresas de países emergentes provém da tendência de retração, nos próximos meses, da atividade das companhias norte-americanas.

Elas já captaram um recorde de 1,3 trilhão de dólares até julho, considerando-se apenas as empresas com grau de investimento.

Dinheiro disponível no mercado global atrai empresas brasileiras
Dinheiro disponível no mercado global atrai empresas brasileiras

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Conforme o jornal, os países ricos também estão injetando uma enxurrada de recursos em suas economias para conter os impactos da pandemia.

Esse movimento também deve atender a necessidade de capital das empresas desses países e, consequentemente, diminuir a concorrência no mercado global de capitais.

A previsão é que o Brasil deve, facilmente, chegar ao mesmo montante de captações feitas em 2019, ou seja, acima de 30 bilhões de dólares em títulos de dívida (bonds) emitidos.

Além disso, os custos para captar lá fora devem continuar caindo.

As empresas brasileiras que acessaram linhas de crédito bancárias caras no susto dos primeiros meses da quarentena estarão na fila para emissões de bonds a partir de setembro.

Dadas as condições favoráveis, é prevista a presença de companhias que nunca alcançaram o bolso do investidor estrangeiro.

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