Desemprego fica em 8% no 2T23

Rendimento médio habitual foi de R$ 2.921 para o país no 2T23

O desemprego fica em 8,0% no segundo trimestre de 2023 frente ao primeiro trimestre. A queda da taxa de desocupação do país foi acompanhada por apenas oito unidades da federação, enquanto as demais permaneceram estáveis. A queda foi de 8 pontos percentuais.

Houve queda em quatro regiões, com exceção do Sul, que também ficou estável. Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (15) pelo IBGE.

“Do primeiro para o segundo trimestre, é possível observar uma tendência de queda em todas as unidades da Federação, mas a redução foi estatisticamente significativa em apenas oito delas. A queda na taxa de desocupação nesse trimestre pode caracterizar também um padrão sazonal”, diz a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Rendimentos

O rendimento médio habitual foi de R$ 2.921 para o país no 2T23. Houve crescimento fren-te ao trimestre anterior (R$ 2.923) e alta na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 2.750). Comparado ao trimestre de janeiro a março, o Norte (R$ 2.316) foi a única região com alta nesse indica-dor, enquanto as demais regiões ficaram estáveis. Na comparação interanual, o rendimento cresceu em todas as regiões.

São mais de 2 milhões buscando trabalho há dois anos ou mais

No segundo trimestre, cerca de dois milhões de pessoas estavam procurando por trabalho por dois anos ou mais. Na comparação com o mesmo período do ano passado, esse número caiu 31,7%, o que representa 945 mil pessoas a menos. Cerca de 4,0 milhões estavam de mais de um mês a menos de um ano em busca de uma vaga de trabalho. Frente ao segundo trimestre do ano passado, a redução foi de 5,5%, ou de 237 mil pessoas.

Federação e os resultados

As unidades da federação com maior redução na taxa de desocupação foram Distrito Federal, que passou de 12,0% para 8,7%, e o Rio Grande do Norte, de 12,1% para 10,2%. As demais foram São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Maranhão, Pará e Mato Grosso.

Mesmo com a desocupação em queda (-0,9 p.p.), o Nordeste (11,3%) segue com o maior percentual entre as regiões. Já as menores taxas de desocupação foram registradas em Rondônia (2,4%), Mato Grosso (3,0%) e Santa Catarina (3,5%).

Em São Paulo, estado mais populoso do país e com o maior contingente de ocupados (23,9 milhões), a taxa de desocupação passou de 8,5%, no primeiro trimestre do ano, para 7,8% no segundo. Nesse período, houve queda de 7,6% no número de pessoas que estão em busca de trabalho, chegando a 2,0 milhões. Já o número de ocupados ficou estável.

Em 16 estados foram registradas taxas de informalidade maiores do que a média nacional (39,2%): todos são do Norte ou do Nordeste. Nesse indicador, os maiores percentuais vieram do Pará (58,7%), Maranhão (57,0%) e Amazonas (56,8%). Por outro lado, as menores taxas foram de Santa Catarina (26,6%), Distrito Federal (31,2%) e São Paulo (31,6%).

No país, cerca de 73,3% dos empregados do setor privado do país tinham carteira de trabalho assinada. Os menores percentuais também estavam no Nordeste (59,1%) e no Norte (58,4%). No Sudeste, região com o maior número de trabalhadores domésticos (2,7 milhões), quase 70% deles eram informais.

No segundo trimestre, o percentual de ocupados trabalhando por conta própria foi de 25,5%. As maiores concentrações estavam em Rondônia (37,8%), Amazonas (32,3%) e Amapá (31,7%), en-quanto as menores estavam no Distrito Federal (19,9%), Tocantins (20,7%) e Goiás (21,7%).

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