Como ficam os Fundos e a Poupança com a Selic em 13,75%?

Poupança rende 6,17% ao ano mais TR e é por Lei

A euforia sempre toma conta do investidor quando o Banco Central do Brasil – BCB realiza a reunião de política monetária. Hoje, depois do fechamento dos mercados, o Comitê de Política Monetária – Copom vai anunciar a taxa que será aplicada no Brasil para os próximos 45 dias, que embora precificada com uma alta de 0,50 pontos percentuais, elevando para 13,75%, as dúvidas sempre surgem.

Trabalhando com essa probabilidade, a ANEFAC fez uma série de projeções para os investimentos. Porém, tomando como base a última ata da última reunião do Copom, escolhemos a taxa em 13,75% para mostrar como ficariam os rendimentos de Fundos de Investimentos e da Poupança.

A simulação foi feita pelo diretor de estudos e pesquisas da ANEFAC, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Com a Taxa Básica de Juros (SELIC) em 13,75% ao ano as aplicações em Renda Fixa, como os Fundos de Investimento, ganham mais atratividade e da Poupança na maioria das situações.

“Entretanto mesmo com esta redução da taxa básica de juros (SELIC) as Cadernetas de Poupança vão continuar interessantes frente aos Fundos de Renda Fixa, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 2,50% ao ano. Essa questão pode ser avaliada porque a Caderneta de Poupança tem seu ganho garantido por Lei (TR + 6,17% ao ano) e não sofre qualquer tributação diferentemente dos Fundos de Renda Fixa que possuem tributação do IR sobre seus rendimentos, sendo maior essa tributação quanto menor for o prazo de seu resgate além de ter a cobrança da taxa de administração cobrada pelos bancos”, considerou.

Depois da Selic ter ultrapassado o percentual de 8,50% ao ano, o rendimento da poupança antiga e da poupança nova passaram a ter a partir de agosto de 2014 o mesmo rendimento de TR + 6,17% ao ano. Assim sendo a nova regra da poupança de ter um rendimento de 70% da Taxa Básica de Juros (SELIC) mais a variação da TR não mais se aplica.

Como ficam as aplicações?

Uma aplicação com prazo de resgate até 6 meses com a alíquota do IR de 22,50%; com prazo de resgate entre 6 meses e 1 ano com a alíquota do IR de 20,00%; com prazo de resgate entre 1 ano e 2 anos com a alíquota do IR de 17,50%; com prazo de resgate acima de 2 anos com a alíquota de IR de 15,00%.

Foi considerado igualmente custo da taxa de administração cobrada pelos bancos entre 0,50% ao ano até 3,00% ao ano (padrão utilizado no sistema financeiro).

A poupança antiga como a nova passaram a ter os mesmos rendimentos. Quanto menor o prazo de resgate da aplicação, bem como quanto maior for a taxa de administração cobrada pelo banco maior, será a vantagem da poupança frente aos fundos (neste caso quando a taxa de administração for superior a 2,50% ao ano).

Com a Selic atual, a poupança perde para os Fundos cujas taxas de administração sejam inferiores a 2,50% ao ano.

Mas como ficaria uma aplicação financeira no valor de R$ 10 mil pelo prazo de 12 meses, isso com a Selic estável em 13,75% ao ano.

Para a Poupança antiga, o investidor teria acumulado um rendimento de R$ 770,00, com a alta em 7,70% ao ano: total de R$ 10.770,00. Na nova, o rendimento seria o mesmo valor de R$ 770,00 (7,70% ao ano).

Fundos de Investimentos

Para um Fundos de Investimentos, com a taxa de administração de 0,50% ao ano, o investidor teria acumulado de rendimento o valor de R$ 1.043,00, com ganho de 10,43% ao ano.

Com uma taxa de administração de 1,00% ao ano, o acumulado do rendimento ficaria em R$ 977,00 (9,77% ao ano) e somando então R$ 10.977,00.

Se o investidor tiver uma taxa de administração em 1,50% ao ano teria acumulado de rendimento o valor de R$ 925,00 (9,25% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.925,00.

Com taxa de 2,00%, seriam R$ 860,00 (8,60% ao ano) totalizando um valor aplicado de R$ 10.860,00; se a taxa for de 2,50% ao ano, o rendimento ficaria com alta de 7,96% e com o valor aplicado de R$ 10.796,00; e com uma taxa de 3,0%, o ganho seria de 7,44%, com aqueles R$10 mil mais gordo em R$10.744,00.

Já para uma aplicação em CDB, o investidor teria que obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI para atingir o mesmo ganho obtido pela poupança nova já que as aplicações em CDB’s pagam igualmente IR de acordo com o prazo de resgate da aplicação.

A Associação Nacional de Executivos – ANEFAC produz mensalmente a pesquisa, é a mais antiga do Brasil e está presente em 11 das principais cidades, além de presença internacional nos Estados Unidos, Argentina, Colômbia, México e Espanha e efetiva expansão.

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