Com a alta dos juros e baixa das ações, como saber quando entrar e sair de um ativo?

Só o mês de setembro foi considerado os piores 30 dias para bolsa brasileira, com um acúmulo de queda que chegou a mais de 6%

A Bolsa de Valores vem passando por tempos difíceis. Isso porque, depois de ter alcançado 130 mil pontos no começo de junho, a B3 engatou numa descida e não parou até agora. 

Só o mês de setembro por si só foi um verdadeiro desastre. Considerado os piores 30 dias de 2021, o Ibovespa acumulou uma queda de 6,5%, saindo de 118,7 mil pontos para os 110,9 mil. Entre as maiores baixas aparecem as varejistas como Via (VVAR3), Magazine Luiza (MGLU3), e o Banco Inter (BIDI11 e BIDI4). 

Vale lembrar que os cenários acabaram sendo um agravante: Crise chinesa interferindo nos preços de commodities, alta dos juros básicos (Selic), hiperinflação e crise hídrica

Dentro de todos esses contextos, a dúvida de muitos investidores é: será que esta na hora de vender minhas ações e sair do mercado de ativos? Veja algumas dicas antes de tomar qualquer decisão.

Bons motivos

De acordo com vários especialistas, a queda de um ativo ou até mesmo da B3 não é motivo suficiente para sair de uma ação. Isso porque, uma decisão como esta precisa ser bem embasada, assim como ancorada em uma estratégia pré-definida.

Portanto, na prática, vale olhar para questões como: como os juros afetam as ações da sua carteira? No caso de ter ativos de uma empresa com muitas dívidas, é necessário avaliar, por exemplo, como o aumento dos juros vai interferir na geração de caixa dessa empresa? E suas dívidas? Podem ficar mais caras? 

Como a alta dos juros e baixa das ações, como saber quando entrar e sair de um ativo? veja algumas dicas
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Papéis de longo prazo

Para alguns perfis de investidores, considerados arrojados, veem essas baixas como uma boa oportunidade de comprar ativos em suas maiores baixas, com uma perspectiva de bons aumentos. 

Além disso, para os investidores que podem aumentar, de certa forma, seu nível de risco, as épocas de baixa acabam sendo favoráveis para fundos internacionais, ativos pós-fixados como LCI, CDB ou fundos DI. Dessa forma, para investidores mais experientes o contexto pode ser atrativo para investimentos em fundos multimercado.

Atos precipitados

A maioria dos especialistas afirmam que fugir da bolsa não é uma boa estratégia. Dessa forma, parar de aportar seria melhor, do que simplesmente vender tudo e sair fugido. 

Nesses episódios vale lembrar que é sempre necessário ter um olhar para o longo prazo, sempre se baseando em estratégia e conhecimento. 

Entretanto, para aqueles que ficam muito preocupados, o que pode ser feito é analisar quais ações podem ser vendidas agora, sem muitos prejuízos e que ainda estão em um preço bom, e trocar por investimentos na renda fixa.

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