Um sindicato de trabalhadores da BRF (BRFS3) em Chapecó (SC) espera alcançar um acordo salarial com a companhia depois que um impasse nas discussões culminou com a interrupção parcial de produção na sexta-feira passada, afirmou um representante da entidade nesta quarta-feira (7).

BRF (BRFS3) enfrenta discussões salariais difíceis em Santa Catarina

Sitracarnes

À Reuters, Jenir de Paula, presidente do sindicato Sitracarnes, afirmou que a BRF propôs aumento de 1% nos salários e que o valor é inaceitável.

A fábrica da BRF em Chapecó emprega cerca de 5.700 funcionários e processa produtos de peru e frango. Os trabalhadores cobram 10% de reajuste anual.

Nova rodada

Uma nova rodada de negociações deve ocorrer na quinta-feira e se nenhum acordo for alcançado, os trabalhadores poderão optar por greve em assembleia marcada para a sexta-feira, disse De Paula.

A BRF afirmou que a interrupção temporária de parte da linha de peru foi causada “por manifestação, sem respaldo legal, de um pequeno grupo de trabalhadores”.

A empresa

A empresa disse ainda que a paralisação não têm correlação com a negociação coletiva entre o sindicato e a BRF.

As tratativas salariais deveriam ter ocorrido em junho, mas a epidemia de Covid-19 adiou as discussões, disse o presidente do sindicato. A BRF tem testado funcionários regularmente e houve cerca de 1.500 casos confirmados em Chapecó, acrescentou.

Na última segunda-feira, um grupo de cerca de 60 empregados foi suspenso após a manifestação da sexta anterior, disse o sindicato e uma fonte próxima aos trabalhadores.

Demissões

O Sitracarnes tenta impedir que eles sejam demitidos, ao mesmo tempo que procura avançar com as negociações salariais, De Paula afirmou. A BRF não comentou as suspensões.

As ações da BRF encerraram o dia em queda de 1,2%, cotadas a R$ 17,70. O Ibovespa teve oscilação negativa de 0,09%.

Veja BRFS3 na Bolsa:

Compartilhe

Categorias do artigo

  • Relacionados: