BCB: Saldo do Crédito Ampliado ficou em R$13,6 bi em abril

Crédito ampliado às famílias alcançou R$3,1 trilhões

De acordo com o Banco Central do Brasil – BCB, em abril, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$13,6 trilhões (151,6% do PIB), com elevação de 1,3% no mês. A dívida externa subiu 2,3%, afetada pela depreciação cambial de 3,8%.

Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 10,5%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional – SFN, 16,6%, e dos títulos de dívida, 14,4%.

O crédito ampliado a empresas atingiu R$4,7 trilhões (51,9% do PIB), com alta de 2,7% no mês, influenciada principalmente pela elevação de 3,6% na dívida externa.

O crédito ampliado às famílias alcançou R$3,1 trilhões (34,1% do PIB) em abril, com variações de 1,1% no mês e de 20,3% em doze meses, em função do incremento nos empréstimos do SFN.

O saldo das operações de crédito com recursos livres às famílias somou R$1,6 trilhão em abril, com incrementos de 1,8% no mês e de 25,6% na comparação o mesmo período do ano anterior.

A inadimplência da carteira de crédito do sistema financeiro, que considera os atrasos superiores a 90 dias, registrou alta de 0,1 p.p. no mês ao atingir 2,7%. Esse movimento resultou da elevação de 0,1 p.p. dos atrasos acima de 90 dias no crédito livre, para 3,5%, e da redução de 0,1 p.p. na inadimplência do crédito direcionado, para 1,3%.

Base Monetária

A base monetária alcançou R$396,5 bilhões no mês de abril, crescimento de 2,8% no mês e redução de 5,6% em doze meses. No mês, o papel-moeda emitido se manteve estável e as reservas bancárias elevaram-se em 16,7%.

Operações do Tesouro Nacional (R$2,3 bilhões); operações com derivativos (R$15,4 bilhões); operações com títulos públicos federais (R$9,2 bilhões – resgates líquidos de R$39,4 bilhões no mercado primário e vendas líquidas de R$30,2 bilhões no mercado secundário); e as operações do setor externo (R$0,4 bilhões). Apresentaram impactos contracionistas os depósitos de instituições financeiras (R$10,7 bilhões) e as operações de redesconto e linhas de liquidez (R$0,4 bilhões).

Meios de Pagamentos

Os meios de pagamento restritos (M1) somaram R$602,6 bilhões no mês, apresentando aumento de 1,8% no mês.

O M2 registrou crescimento de 1,6% no mês, totalizando R$4,4 trilhões. O saldo dos depósitos de poupança recuou 0,4% no período, somando R$1,0 trilhão, após registrar resgates líquidos de R$9,9 bilhões.

O M3 registrou variação de 0,7% no período, totalizando R$9,1 trilhões, refletindo o crescimento do M2 e o crescimento de 0,3% no saldo das quotas de fundos do mercado monetário, que totalizou R$4,4 trilhões.

O M4 cresceu 0,8% no mês, totalizando R$9,9 trilhões. Em 12 meses a variação foi de 14,3%.

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