Banco Central eleva projeção do PIB para 1,7%

Exportações são estimadas de US$328 bilhões para US$342 bilhões

O Banco Central do Brasil – BCB elevou a projeção de crescimento econômico para esse ano. A projeção para o PIB saiu de 1% para 1,7%, mesmo com as incertezas que rondam o mundo, em especial a guerra na Ucrânia e as desacelerações dos Estados Unidos e da China. A revisão para cima ocorreu depois da surpresa no primeiro trimestre, quando a alta foi de 1%.

O documento de 34 páginas mostrou que o ambiente externo segue deteriorado, marcado por revisões negativas para o crescimento global prospectivo em um ambiente de fortes e persistentes pressões inflacionárias. “O aperto das condições financeiras motivado pela reprecificação da política monetária nos países avançados, assim como pelo aumento da aversão a risco, eleva a incerteza e gera volatilidade adicional, particularmente nos países emergentes”, mostrou o documento.

Quanto a atividade econômica brasileira, o conjunto dos indicadores divulgado desde a última reunião do Copom indica um crescimento acima do que era esperado pelo Comitê.

Crédito em alta

Sobre o crédito, a revisão ocorreu também para a alta de 8,9% para 11,9%, o que reflete a inflação mais alta, atividade econômica mais forte, mudanças no consignado e incorporação de novas concessões no âmbito de Pronampe e Peac. “No entanto, o cenário ainda é de desaceleração em relação ao robusto crescimento registrado em 2020 e 2021, em linha com aperto monetário vigente”, escreveu o BCB.

Transações Correntes

Para as transações correntes, a estimativa é de superávit de US$5 bilhões para US$4 bilhões. A balança comercial saiu de US$83 bilhões para US$86 bilhões, com o volume maior para as exportações de US$328 bilhões para US$342 bilhões. As importações saíram de US$245 bilhões para US$257 bilhões. A renda primaria é negativa em US$59 bilhões, da anterior em US$56 bilhões.

Projeções  para a inflação, câmbio, petróleo e tarifa de energia

A trajetória para a taxa de juros da pesquisa Focus mostra a Selic terminando 2022 em 13,25% a.a., caindo para 10,0% em 2023 e 7,50% em 2024.

Para a taxa de câmbio parte de R$ 4,90 (valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio US$/BRL observada nos cinco dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom), evolui segundo a paridade do poder de compra.

Para o preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses, terminando o ano em US$110/barril, e passa a aumentar 2% ao ano a partir de janeiro de 2023.

A bandeira tarifária “amarela” em dezembro de 2022, de 2023 e de 2024. A taxa de juros real neutra de 4,0% a.a.

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