Azul (AZUL4) tem prejuízo de R$800 milhões

Receita operacional bate recorde de R$3,19 bilhões

A Azul (B3:AZUL4, NYSE:AZUL) anunciou hoje seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2022. No período, a companhia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 808,4 milhões, ou seja, 24,4% abaixo do mesmo período do ano passado.

A receita operacional foi recorde no primeiro trimestre de R$3,193 bilhões, 74,9% acima do mesmo período do ano passado e 25,6% acima em comparação ao 1T19.

O EBITDA atingiu R$592,7 milhões no trimestre, representando uma margem de 18,6%.

A posição de liquidez imediata permanece sólida em R$3,3 bilhões, acima dos níveis do 1T19. Durante o trimestre, a Azul gerou mais de R$500 milhões em fluxo de caixa operacional.

A receita de passageiros aumentou 77,9% enquanto a capacidade total aumentou 26,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em comparação com o 1T19, a receita de passageiros aumentou 16,8%, mesmo com o tráfego internacional e corporativo longe da recuperação total.

Combustível e Preços

O combustível de aviação aumentou 98,9% para R$1.189 bilhão, principalmente devido a um aumento de 57,0% no preço do combustível de aviação por litro e um aumento de 26,4% na capacidade total, parcialmente compensado pela redução na queima de combustível como resultado de nossa frota mais eficiente da nova geração.

Dado operacionais

O PRASK e RASK aumentaram 40,7% e 38,3% respectivamente em relação ao 1T21, mesmo com um aumento de 26,4% da capacidade. Os resultados foram impulsionados pela forte demanda doméstica nos mercados da Azul, o que permitiu aumentar as tarifas para compensar o aumento dos preços dos combustíveis.

O negócio de logística continuou o seu desempenho. A receita no 1T22 alcançou quase R$300 milhões, 37,8% acima do 1T21, o triplo em comparação com o 1T19.

O CASK no 1T22 foi 34,45 centavos, 21,1% acima do 1T21, principalmente devido ao aumento de 57,0% nos preços dos combustíveis e a inflação de 11,3% nos últimos 12 meses, parcialmente compensada por reduções de custos, ganhos de produtividade e 4,3% de valorização do real em relação ao dólar. Durante este período, a produtividade mensurada pelo ASK por funcionários equivalentes em tempo integral (FTE) aumentou 14,3%.

“Mantemos nosso foco na execução de nosso plano de negócios para 2022, com ênfase na expansão de nossa malha exclusiva por meio de uma capacidade disciplinada e ganhos de eficiência. Considerando o cenário atual de demanda, combustível e câmbio, esperamos gerar EBITDA recorde de R$4 bilhões em 2022 e R$5,5 bilhões em 2023, comparado ao nosso recorde anterior de R$3,6 bilhões em 2019”, disse o CEO da Azul, John Rodgerson.

Dívida Bruta da Azul

A dívida bruta reduziu 12,9% ou R$2,962,7 bilhões em comparação a 31 de dezembro de 2021, principalmente devido à valorização de 15,1% do real no final do trimestre e aos pagamentos de empréstimos e arrendamentos no total de R$1,1 bilhão no trimestre, compensado por R$431,8 milhões relativos à entrada de novas aeronaves na frota e a uma nova captação no valor de R$200 milhões, ilustrando nossa capacidade de acessar novas linhas de crédito.

A companhia detalha os resultados em teleconferência às 12h (horário de Brasília) desta segunda-feira.

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