Bitcoin em queda livre? Especialista orienta

Impacto da inflação americana no mercado de criptomoedas

Um movimento que vem assustando e, ao mesmo tempo, desmotivando os investidores que estavam bem animados em apostar todas as fichas nas criptomoedas.

A escorregada do Bitcoin foi a mais rápida desde a criação da moeda, mais de 12 anos. O segmento vem operando com pouca oscilação diante dos preços praticados. Porém, a expectativa pelos dados de inflação nos Estados Unidos manteve os investidores cautelosos até o momento da sua divulgação: a inflação americana bateu 9,1% em junho, maior índice desde novembro de 1981, que consequentemente, refletiu de forma negativa no mercado de criptomoedas.

Orlando Telles, sócio-fundador e diretor de Research da Mercurius Crypto, explica que o mercado de criptoativos está tendo uma correlação de preço muito grande com o mercado de tech americano, o qual sofre com a elevação da taxa de juros dos Estados Unidos. “Boa parte das empresas no país são muito alavancadas, possuem crescimento intensivo e com a elevação das taxas de juros, dificulta o cenário para crescimento, além de aumentar o custo das empresas e por consequência, impacta no valuation dos negócios. E o principal motivo para a elevação da taxa de juros é a questão da inflação norte-americana”, diz Telles.

Muitos investidores acreditam que o investimento em Bitcoin pode servir como proteção contra a inflação, pois sua oferta é limitada e controlada pela programação segura que existe por trás do blockchain, mas porque o impacto aconteceu? O especialista explica que, atualmente, a narrativa que impera no mercado tradicional é voltada para o mundo cripto como ativo de tecnologia, diante do seu comportamento em termos de volatilidade e preço.

“Na visão institucional, as pessoas que mais possuem capital em cripto, veem os ativos como um bloco contínuo que está cheio de ativos em processo de adoção, então, acabam olhando muito mais o potencial de upside, assim como ações de tecnologia, do que a ideia de proteção, por exemplo, contra a inflação”, diz Orlando.

Afinal, o Bitcoin é uma reserva de valor? Na visão de Telles, mesmo o ativo tendo todas as características, ainda está em construção para se tornar. “Enquanto não houver a adoção, o mainstream, o que provavelmente, virão junto a regulação. Infelizmente, ele ainda não será uma reserva de valor, mas tende a ser uma nova tecnologia com grande potencial de adoção e por consequência de upside, a questão da inflação acaba refletindo no seu preço”, finaliza para o 1Bilhão.

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