Órama inclui ALSO3 na Carteira de Julho

NTCO3 está com preço-alvo em R$43,50 e upside em 209,2%

Os analistas da Órama Investimentos incluíram na Carteira recomendada de ações para o mês de julho a Aliansce Sonae (ALSO3). Como justificativa, a equipe analisou o desempenho de shoppings, embora com os preços dos papéis das empresas aindas represados, mas com as apostas elevadas para o fortalecimento do seguimento.

Já sobre a performance da Carteira Órama no mês de junho foi negativa em 14,4%, com a bolsa de valores também caindo. Os piores desempenhos foram as ações ligadas a consumo e varejo, CVC (CVCB3) e Via. Na outra ponta, BRF (BRFS3) apresentou o melhor desempenho.

“Para o mês de julho estamos incluindo as ações da ALSO3). O setor de shoppings tem apresentado números melhores, mas os preços das ações ainda estão caminhando devagar. A união com a brMalls apresenta oportunidade para melhoras na lucratividade. O múltiplo atual está descontado e acreditamos que uma recuperação faz sentido. Estamos retirando da carteira as ações da Petz (PTZE3).

Carteira Órama de Ações – Todos os ativos estão com peso em 10%

Natura & Co (NTCO3) com preço-alvo em R$43,50 e upside em 209,2%;
“Como mencionamos, a gestão já se provou inúmeras vezes e esperamos que isto vá se repetir.”

Bradesco (BBDC4) com preço-alvo em R$24,00 e upside em 34,0%;
“Optamos por colocá-lo na nossa carteira primeiramente pela relevância do business de concessão de crédito no negócio, em especial no que se refere aos clientes large corporate. Este será um dos últimos negócios a serem atacados pelas fintechs, além de se beneficiar de um fator conjuntural que é a alta da Selic. O business de seguro de saúde também deve se beneficiar desses mesmos componentes.”

Banco BTG (BPAC11) com preço-alvo em R$44,67 e upside em 97,8%;
“Ressaltamos ainda o notável crescimento das operações que o banco entregou ao longo dos últimos dois anos, com especial atenção para os serviços de wealth management, que geram importantes sinergias e receitas para a companhia. O grande ativo do banco é a excelência do seu time e sua capacidade de entrega.

Aliansce Sonae (ALSO3) com preço-alvo em R$21,09 e upside em 28,4%;
“Depois da fusão, projetamos para a nova companhia uma geração de caixa (EBITDA) de quase R$ 2 bi e um lucro líquido na casa dos R$ 840 milhões. A companhia negocia amplamente abaixo do book e em múltiplos historicamente baixos de lucro e EBITDA, tendo espaço para alta vindo tanto de melhora da percepção do mercado quanto de melhoras operacionais.”

CVC Brasil (CVCB3) com preço-alvo em R$17,69 e upside em 129,7%;
“A empresa vem tendo melhoras nos números ao longo de 2021, mesmo com a permanência da situação adversa do Covid. Esperamos uma melhora mais substancial para o ano de 2022.”

Vale (VALE3) com preço-alvo em R$103,60 e upside em 30,4%;
“A companhia possui algumas plantas que estão paradas e assim, mesmo que a demanda por minério aumente, será possível honrar os pedidos sem grandes problemas. Seu robusto pagamento de dividendos semestrais é um grande atrativo e uma forma de balancear nossa carteira de investimentos com uma empresa bastante sólida.”

Simpar (SIMH3) com preço-alvo em R$19,25 e upside em 101,6%;
“A gestão da família Simões tem sido impecável, com um longo histórico de entregas nos diferentes setores. A empresa segue abrindo novas avenidas de crescimento, como por exemplo na BBC, sua empresa de leasing, para onde contratou o executivo Paulo Caffareli como CEO. Em paralelo, a compra da Ciclus inaugura a atuação da empresa no segmento de tratamento de resíduos sólidos – outro nicho com muito espaço para crescer no país.”

Grupo ULTRA (UGPA3) com preço-alvo em R$27,01 e upside em 112,5%;
“Neste ano Marcos Lutz assume como CEO com a missão de botar os negócios de distribuição nos trilhos novamente. Lutz é um excelente executivo e nós vemos essa mudança com muito bons olhos.”

Brasil Foods (BRFS3) com preço-alvo em R$23,70 e upside em 63,7%;
“Optamos por incluir a BRF na carteira pois é uma das poucas produtoras de commodities que não tiveram alta de preço recentemente. É claro que grãos representam o custo mais pesado da empresa, e isso pode sim pressionar margens. Mas vemos amplo poder de repasse por parte da empresa. Temos perspectiva positiva no médio prazo, conforme os números da companhia se mostrem menos deteriorados do que o esperado pelo mercado.”

Via (VIIA3) com preço-alvo em R$7,00 e upside em 236,5%.
“Michel Klein adquiriu o controle da companhia em 2019, e vem capitaneando mudanças bastante positivas. O destaque desta posição é o preço — a avaliação atual do mercado sequer reflete uma empresa de varejo bem gerida, e ignora completamente os avanços do ponto de vista tecnológico. Por isso optamos por incluir Via na nossa carteira.”

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