Balanço da OI (OIBR3) agrada o mercado

Lucro líquido em R41,78 bilhão

Um dos resultados financeiros mais aguardados pelo mercado financeiro era o da OI (OIBR3), em recuperação judicial e não auditados, que foi divulgado hoje e agradou as casas de análises. O lucro líquido saiu de um prejuízo e a receita total ficou em alta aos R$4,4 bilhão.

Diante do resultado geral, a Genial Investimentos, por exemplo, reiterou a recomendação para os papéis.

Resumo do Balanço do 1T22

A OIBR3 registrou lucro de R$ 1,78 bilhão (ante o prejuízo de R$ -1,67 bilhão no último trimestre de 2021. A valorização do real frente ao dólar de +15,10%, acabou gerando uma reversão de despesas financeiras e ampliando resultado financeiro líquido positivo de R$ 1,87 bilhão. A empresa teve custos de R$ 3,2 bilhão(+6,9% t/t e -4,6% a/a),

EBITDA

A empresa reportou um EBITDA de R$ 1,3 bilhão (-22,3% t/t e +9,9% a/a), marcado justamente pela maior queda relativa dos custos frente à receita, com a Oi colhendo os frutos de suas políticas de reduções de gastos em meio a um período de grandes pressões inflacionárias. A margem EBITDA atingida foi de 28,4% (-6,9 pp t/t e +2,8 pp a/a).

A empresa apresentou uma receita total de R$ 4,4 bilhão (+3,4% t/t e +0,9% a/a) resultado de uma melhora sobretudo nos números residenciais.

Os números de fibra óptica residencial cuja receita foi de R$ 851 milhões (+6,3% t/t e +51,9% a/a), Ainda, as UGRs (unidades geradoras de receita) em fibra residencial atingiram 6,6m (+3,7% t/t e +40,7% a/a). Ao mesmo tempo, a tendência de substituição de tecnologias antigas por mais modernas continuam, com a participação do cobre residencial caindo para R$ 131m (-32,2% t/t e -45,8% a/a).

No B2B atingiu-se R$ 820m (-10,8% t/t e -6,8% a/a), resultado de uma queda todas as linhas principais: Oi Soluções, Pequenas Empresas e Atacado. A queda é justificada em grande parte pelo cenário macroeconômico mais desafiador, com reduções de preços de renegociações de contratos de produtos legados com empresas e governos. Porém, a parte de TI tende a ser um importante suporte adicionando valor através da evolução do seu portfólio de serviços e o incremento de novas soluções digitais.

“A queda na participação da Oi na V.tal, onde enxergamos que seja a principal fonte de valor do que resta da Oi, fez com que revisitássemos o valuation da companhia, Desse modo, sair de uma participação de 42,1% para 34,7% na V.tal, além de outros fatores, tiveram um impacto no preço-alvo. A recomendação é de compra com preço-alvo de R$ 1,10 e potencial upside de +103,7%”, disseram os analistas da Genial Investimentos.

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