BITCOIN vai virar DINHEIRO

Isso acaba com o monopólio dos bancos e abre espaço para as fintechs e para em breve as pessoas poderem pagar com bitcoins e outras criptomoedas em qualquer estabelecimento”

Bitcoin

No ano de 2018 a Receita Federal já orientava os brasileiros a declararem no imposto de renda os investimentos em bitcoins.

Na época, ainda não existia um campo específico para criptoativos, então a recomendação era que se colocasse na aba bens e direitos. Porém, em 2019 a Receita Federal regulamentou a questão através da normativa RFB 1.888 e determinou que as informações das operações devem ser repassadas aos órgãos reguladores sempre que o valor mensal das transações ultrapassar R$ 30 mil.

A tributação varia de 15% a 22,5% sobre o lucro através de uma Darf, como já ocorre com o mercado de ações da B3, por exemplo. No caso das exchanges, plataformas de negociação, todas as operações devem ser informadas.

Caso não repassem poderá haver uma multa que varia entre R$ 100 e R$ 500 ou de 1,5% a 3% do valor da operação não informada.

Reconhecimento das criptomoedas

Apesar do investidor não querer a influência do governo sobre as criptomoedas, na prática isso é algo improvável. Entretanto, estes fatos demonstram que cada vez mais o Bitcoin e outras criptomoedas ou moedas digitais já estão sendo reconhecidas como dinheiro, mesmo não tendo um país como emissor, como o dólar, euro, libras e outras moedas.

“Isso solidifica que, os criptoativos vieram para ficar e farão parte da economia global. É impossível de serem ignorados, até mesmo pelos bancos centrais do mundo”, explica o Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira, Fabrizio Gueratto.

Esta tendência pode ser reforçada por dois atos novos do Banco Central. Seguindo a recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI) agora o Brasil, a partir de agosto, em comunicado oficial, passou a contabilizar os dados de compras e vendas de moedas digitais de brasileiros residentes do país e no exterior no saldo da balança comercial. Além disso, as atividades de mineração, ou seja, as pessoas e empresas que buscam encontrarem novas moedas digitais quebrando os códigos de criptografia passará a contabilizar como processo produtivo, como uma fábrica que produz carros, por exemplo.

Banco Central

Mais um fato recente comprova que as moedas digitais vieram para ficar. O Banco Central quer acabar com docs e teds e está desenvolvendo um sistema de pagamentos instantâneos.

Isso torna o processo praticamente em tempo real, 24h por dia e 7 dias por semana e acaba com as tarifas cobradas pelos bancos. Atualmente, as transferências só são confirmadas no mesmo dia se forem feitas em dias úteis e no horário entre 6h30 às 17h.

“Isso é uma revolução. Os comerciantes terão um código próprio e através deste código um consumidor apenas encostará o seu smartphone e na mesma hora o valor será creditado. Será tão simples quanto localizar um amigo na agenda de contatos do celular. Isso acaba com o monopólio dos bancos e abre espaço para as fintechs e para em breve as pessoas poderem pagar com bitcoins e outras criptomoedas em qualquer estabelecimento. Isso pode ser o começo do fim dos cartões de crédito, por exemplo”, finaliza Gueratto.

Leia também: O que é BITCOIN?

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