Bitcoin, dólar e ouro: conheça os investimentos que mais renderam em 2020

Não é uma tarefa fácil entender como funciona o comportamento do mercado financeiro. No entanto, o investidor pode compreender melhor as quedas e altas da Bolsa de Valores analisando quais foram os melhores investimentos de 2020

Principalmente após os percalços do ano passado, que ficou marcado na história por uma pandemia que afetou todas as economias do mundo.

O mercado brasileiro sofreou com o aumento no preço do dólar para R$ 5,18. Além disso, fechou o ano com uma alta de 4,52% na inflação e a redução da taxa básica de juros (Selic) para 2%.

Bitcoin, ouro e dólar: conheça os investimentos que mais renderam em 2020

Investimentos em dólar

Devido a alta do dólar em um acumulado de 29,33% em 2020, os investimentos atrelados à taxa de câmbio e ao mercado internacional tornaram-se bastante rentáveis.

Este fato se deve pois a moeda americana tende a se valorizar diante de crises globais e, consequentemente, na bolsa brasileiro (B3).

Portanto, houve uma forte valorização dos ativos de proteção ao dólar no segundo trimestre, quando a crise do coronavírus (covid-19) atingiu seu pico.

Entre as aplicações que mais renderam estão os fundos cambiais atrelados a variação do dólar, as ETFs que replicam índices da bolsa americana, além das ações do próprio mercado dos EUA.

Bitcoin

O ano passado também ficou marcado por uma grande valorização dos ativos de criptomoedas. Entre eles, o mais conhecido é o bitcoin, que atingiu uma alta de cerca de 305% nos 12 meses do ano pandêmico.

Esta moeda virtual não é de fato um investimento, pois assim como o dólar não existe um valor intrínseco. Sendo assim, ela não irá remunerar como as ações, a renda fixa e fundos de multimercado. 

No entanto, muitos investidores comparam o bitcoin as aplicações em ouro, já que pode ser usado como uma reserva em tempos de crise. 

Apesar da alta volatilidade, é importante manter a diversificação. Afinal, nunca se sabe quando uma aplicação pode acabar salvando a carteira de investimentos. 

Ouro

O ouro atua com uma reserva de valor, então toda que vez temos uma instabilidade no mundo, como ocorreu em 2020, parte dos recursos se destina ao metal. Portanto, ele tende a se valorizar.

A alta do dólar contribuiu para o mercado de ouro, que teve uma valorização de 55,93%. Em síntese, ele traz certa proteção para a carteira de investimentos.

Para os investidores da B3, é possível comprar títulos de ouro como, por exemplo, OZ1D, OZ2D e OZ3D, ou operar em fundos focados no setor. Além destas opções, existem corretoras especializadas, como a Ouro Minas.

5 investimentos para se proteger do aumento do dólar comercial

Montar uma carteira de investimentos apenas com a intenção de obter rentabilidade é um erro que muitos investidores iniciantes podem cometer. Dentro da seleção de ativos, é importante conhecer as aplicações que ficam protegidas do aumento do dólar comercial. 

O termo dado para essa estratégia é dolarização da carteira. Apenas nos últimos três anos, o dólar teve um aumento de quase 65%, o que pode ter beneficiado alguns e prejudicado aqueles que não se preocuparam com as variações da moeda americana.

5 investimentos para se proteger do aumento do dólar comercial

Empresas dolarizadas

Na própria bolsa brasileira, a B3, existem empresas que possuem grande parte de sua receita em dólar. Uma vez que as mesmas focam na exportação de produtos, acabam tendo faturamento no estrangeiro. 

Normalmente, o investidor pode encontrar estas companhias no setor de commodities, agricultura, pecuária, celulose e minério. Entre as mais conhecidas, estão a Gerdau (GGBR4), Vale (VALE3) e JBS (JBSS3).

Todavia, empresas dolarizadas não garantem 100% de eficácia contra a alta do dólar comercial, pois continuam sendo afetadas pelo mercado e crises nacionais. 

BDRs

A partir de setembro de 2020, os investimentos em BDRs (Brazilian Depositary Receipts) foram abertos para que qualquer brasileiro possa aplicar dinheiro no exterior.

Mesmo de forma indireta, estes certificados representam ações emitidas por empresas internacionais negociadas na própria B3.  

O retorno é calculado com base na variação dos preços das ações e também da moeda estrangeira. Portanto, mesmo que determinado ativo não tenha um bom desempenho no mercado americano, por conta da cotação do dólar, seu rendimento pode ser maior no Brasil.

Fundos Cambiais

Os fundos cambiais são fundos de investimentos como qualquer outro. Ou seja, uma espécie de condomínio onde os investidores compram cotas e juntam seus recursos a fim de conseguir produtos mais diversificados.

Sendo assim, eles contam com vantagens que não teriam se estivessem investindo de forma individual.

Com a gestão de um profissional, estas aplicações estão atrelados à moeda estrangeira. Por isso, servem para proteger das flutuações do dólar comercial e até mesmo lucrar com variações positivas.

Além disso, estes fundos são classificados como abertos, o que permite fazer aplicações e resgates a qualquer hora.  

ETFs 

Basicamente, os ETFs são fundos de investimentos atrelados a um índice. Então, eles possuem sua rentabilidade calculada com base em algum indicador do mercado.

Apesar do brasileiro não poder investir diretamente em um fundo de índice dos EUA, existem aplicações nacionais que replicam as mesmas ações presentes na bolsa americana.

O IVVB11, por exemplo, é uma ETF que reproduz o índice S&P500, o qual representa as 500 maiores empresas americanas.

Corretoras estrangeiras

Alguns anos atrás, não seria comum dizer para o investidor que fazer aplicações diretamente no mercado internacional é algo fácil.

Entretanto, atualmente existem diversas corretoras confiáveis, que permitem qualquer um abrir conta no exterior, sem taxa de corretagem.

Entre as opções, encontra-se até mesmo corretoras criadas especificamente para brasileiros como, por exemplo, a Avenue Securities.

Ações da Oi (OIBR3) disparam 5,15% com promessa de recuperação para 2021

As ações da companhia Oi (OIBR3 e OIBR4) dispararam em 5,15% nesta quinta-feira (14/01), por conta da divulgação de uma notícia sobre a possível compra da InfraCo.

Segundo as informações, o fundo do BTG Pactual (BPAC11) se juntou com um parceiro canadense, o Canada Pension Plan Investment (CPPIB), para fazer uma oferta pela unidade de fibra ótica da empresa.

Ações da Oi (OIBR3) disparam 5,15% com promessa de recuperação para 2021

Recuperação Judicial

Fundada em 2002, a Oi é uma empresa de telecomunicações brasileira de escala nacional. Contudo, desde 2016 a companhia enfrenta um processo de recuperação judicial devido a uma dívida de R$ 45 bilhões.

Por causa disso, a empresa anda vendendo suas unidades e lutando para renascer. Assim, conseguiu reduzir sua dívida final para R$ 7,2 bilhões em 2020.

Eventualmente, milhares de acionistas acompanham de perto o desdobramento desta recuperação para 2021.

Leilão da InfraCo

Devido a uma série de leilões realizados até dezembro do ano passado, a Oi arrecadou quase R$ 18 bilhões. Além disso, a expectativa da empresa é conseguir cerca de R$ 20 bilhões com a venda de parte da InfraCo.

O sistema consiste em 400 mil quilômetros de fibra ótica, estrutura que será importante para a distribuição e implementação do 5G no Brasil.

Neste momento, o mercado está de olho no leilão da InfraCo, que acontecerá ainda no primeiro trimestre de 2021.

Comunicado online

Em resposta às notícias sobre a compra do BTG Pactual, a Oi divulgou um comunicado para os seus acionistas e investidores.

Como resultado, a executiva Camille Faria, participou de uma conversa aberta online hoje, às 12h, através do canal oficial da Genial Investimentos no Youtube.

BTG Pactual

Quando questionada sobre a notícia do BTG Pactual, a diretora da Oi afirmou que não está autorizada a revelar os nomes dos participantes da negociação. Isto é, pelo menos até o final do 1º trimestre.

Em contrapartida, Faria afirmou que eles irão receber novas propostas até o fim do mês e escolherão uma ou duas empresas.

Como a companhia ainda está em recuperação judicial, o processo deve ser conduzido através de leilões. Então, ao fim da seleção será escolhido um “stalking horse”, que terá o direito de se igualar aos competidores mais fortes, ganhando uma posição privilegiada no leilão.

Investimentos para iniciantes em 2021: saiba por onde começar

Com a chegada de um novo ano, desejos e metas, muitas pessoas tomam a decisão de começar a organizar a vida financeira. Sendo assim, a procura pelos melhores investimentos para iniciantes em 2021 torna-se enorme.

O novo investidor pode acabar perdido ao se deparar com o atual cenário econômico impactado pela crise do coronavírus (covid-19). Por isso, é importante entender como a pandemia está afetando o mercado financeiro e determinados investimentos.

Investimentos de baixo risco

Para o iniciante, um dos principais requisitos que deve ser levado em conta é o risco do investimento. Mesmo que o cenário não se mostre favorável para alguma aplicação, deixando sua rentabilidade baixa, ela ainda pode ser útil para aqueles que desejam entrar no mercado financeiro de forma mais segura.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é o investimento mais tradicional do mercado brasileiro, pois o investidor está emprestando dinheiro para o próprio governo através da compra de títulos do tesouro nacional. Após o período acordado, o valor aplicado inicialmente é devolvido junto à uma rentabilidade, que aumenta de acordo com a Taxa Selic.

O Brasil se encontra no momento com a menor taxa da história, rendendo apenas 2% ao ano. Por conta disso, muitos fugiram deste investimento em 2020. No entanto, para os investidores iniciantes esta ainda é a aplicação mais segura do mercado.

Além disso, a previsão é que a Selic suba, pelo menos, 1%, em 2021, o que deixará investimentos do tesouro, com rentabilidade atrelada diretamente ao índice, mais atrativos. 

CDBs 

O CDB, Certificado de Depósito Bancário, funciona de forma bem parecida com o Tesouro Selic. É como se o investidor estivesse emprestando dinheiro para o banco em troca de certa rentabilidade em cima do valor aplicado.

Existem diversas opções de instituições financeiras para fazer a aplicação e cada uma decide quanto do CDI, índice que representa um valor pouco abaixo da Taxa Selic, irá pagar. O recomendado são aqueles que pagam mais de 100% do CDI, pois terão uma rentabilidade maior.

Debêntures

Os investimentos em debêntures consistem em comprar um título de crédito oferecido por alguma empresa. Basicamente, este papel atua da mesma maneira que os títulos públicos, como o Tesouro Direto e os CDBs de bancos.

A diferença é que o investidor está emprestando dinheiro para uma empresa. Esta, pode oferecer um retorno pré-fixado, pós-fixado ou híbrido, com duração de 3 anos ou mais.

Normalmente, as debêntures servem para a empresa cobrir alguma obra ou projeto. Porém, por conta da pandemia, muitas companhias estão colocando estes títulos no mercado para se manterem erguidas durante a crise.

Fundos Imobiliários

Os Fundos imobiliários atuam no ramo de construções, prédios e condomínios, garantindo uma rentabilidade mensal para o investidor.

Em outras palavras, uma porcentagem do imóvel é comprada e, em troca, parte da renda adquirida através dos aluguéis e valorização será devolvida para o comprador.

A vantagem deste tipo de investimento é que os fundos possuem um gestor experiente que irá garantir a segurança e rentabilidade das aplicações. Além disso, com o tempo, os imóveis podem se valorizar, aumentando a rentabilidade.

Perfil de investidor: descubra para que serve e como funciona

O mundo dos investimentos pode ser arriscado às vezes, com certas incertezas e imprevistos econômicos, principalmente para aqueles que não dominam o assunto. Por isso, antes de entrar no mercado financeiro é muito importante saber para que serve o perfil de investidor.

Atualmente, existem diversas personalidades e influenciadores de finanças. Ao se inspirar neles, algumas pessoas acabam ignorando suas próprias necessidades e características pessoais.

Também não é muito prudente copiar a carteira de alguém apenas porque a mesma está tendo um bom rendimento. Antes de tudo, deve-se conhecer a si mesmo em situações ligadas ao próprio patrimônio.

Perfil de investidor: descubra para que serve e como funciona

O que é perfil de investidor?

Basicamente, o perfil de investidor funciona como um guia para escolher os investimentos que mais se enquadram às suas necessidades.

Todo mundo possui uma classificação e pode encontrá-la por meio de análises ligadas à personalidade. Entre elas, os objetivos, capacidade de investimento e, principalmente, forma de lidar com riscos e variações no dinheiro.

Como são feitos?

A maior parte das instituições financeiras, como corretoras de investimentos e bancos, pedem para preencher um formulário padrão.

São perguntas objetivas como “com que frequência você pretende investir seu dinheiro?” ou “se importaria de sofrer perdas no valor investido?”. O objetivo é descobrir qual o perfil da pessoa antes de sugerir qualquer tipo de investimento.

https://www.youtube.com/watch?v=nzkZSiFSJO4

Conservador

O perfil conservador é considerado o mais “tímido” dentro do mercado. As pessoas que se enquadram neste grupo preferem correr zero risco ou quase nada, mesmo que signifique ter uma rentabilidade pequena.

Normalmente, se você faz parte deste perfil é porque tem como objetivo guardar dinheiro para algo permanente, como comprar uma casa própria ou juntar para a aposentadoria.

Neste caso, os investimentos mais indicados são os de renda fixa, que como o próprio nome sugere mantém o valor aplicado fixo, sem nenhum risco de perda. Por exemplo, Tesouro Direto e CDBS.

Moderado

Conforme o investidor cria mais confiança de que não há problema em sofrer perdas vez ou outra, seu perfil se torna moderado.

De forma resumida, são pessoas que estão dispostas a assumir certos riscos a fim de obter uma rentabilidade maior. Contudo, elas não abrem mão de ter alguma segurança.

A melhor opção para este perfil é montar uma carteira com aplicações tanto em renda fixa quanto variável. Assim, é possível se arriscar em ações, fundos de investimentos ou mesmo no mercado futuro, sem perder todo dinheiro.

Agressivo

Seguindo uma estratégia mais ousada, o perfil agressivo ou arrojado é aquele que visa a rentabilidade acima de tudo. Assim, correndo maiores riscos.

Desta forma, uma das características mais importantes para fazer parte deste grupo é ter bastante estabilidade emocional. Afinal, a qualquer momento o dinheiro pode ser totalmente perdido.

Geralmente, sua carteira de investimentos é composta quase que inteiramente por produtos de renda variável. Além disso, ele não tem necessariamente dinheiro aplicado o tempo todo, mas aguarda o melhor momento para fazer algum investimento.

Carteira de ações da Nova Futura alcança 37,5% de valorização e torna-se a mais rentável em ano de pandemia

O ano de 2020 chegou ao fim com imprevistos como a crise do novo coronavírus (covid-19), e as economias globais em retrocesso. Ainda assim, a carteira de ações da corretora Nova Futura Investimentos se sobressaiu frente às intempéries do mercado de capitais.

Além disso, ocorreram diversas mudanças políticas, tanto em países emergentes quanto nos do primeiro mundo. No Brasil, por exemplo, houve redução considerável da Selic, o aumento da inflação e a alta no dólar comercial.

Diante deste cenário, o mercado financeiro nacional se viu em verdadeiro desafio para prever as quedas e altas da Bolsa. Contudo, apesar dos percalços ao longo de 2020, a carteira recomenda da Nova Futura obteve o melhor desempenho do ano segundo o portal Exame. As recomendações superaram o Ibovespa em 34,5%, alcançando 37,5% de valorização no ano.

De acordo com Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, o desempenho da carteira teve frutos graças à estratégia de ponderar os riscos e oportunidades do mercado, sempre buscando a diversificação.

“A estratégia de alocação segue a metodologia top down, que tem como ponto de partida o cenário macroeconômico. Depois de estabelecidas as principais premissas ‘macro’ para o mês seguinte, escolhemos os setores que podem se comportar melhor nesse cenário. Dentro deles, as melhores empresas, que possuem as melhores condições financeiras, os melhores indicadores e os eventos prospectivos promissores”, explica.

Nos meses em que o Ibovespa teve um desempenho superior, a corretora optou por uma estratégia mais defensiva, esperando que possíveis riscos sistêmicos poderiam trazer fragilidade para a carteira. Todavia, o período em que a seleção superou o índice compensou a rentabilidade anual, de modo que a carteira superasse o benchmark em 10 meses de 2020.

Ações mais valorizadas na carteira de ações

Para compreender melhor o comportamento, é importante ver quais ativos foram escolhidos pela Nova Futura durante o ano. Vale (VALE3), Ambev (ABEV3), Cyrela (CYRE3), Gerdau (GGBR4) e Petrobras (PETR4), levando em conta o número de aparições na carteira e a respectiva ponderação, foram as ações que mais se valorizaram.

“Outro fator muito importante que é sempre levado em consideração é a indicação de boas empresas, sólidas e que tenham boa liquidez. Mesmo que uma companhia tenha um desempenho relativamente ruim por conta do comportamento do setor ou de algum risco sistêmico inerente ao ambiente econômico interno ou externo, a empresa terá tendência de valorização no longo prazo. Por vezes, momentos de adversidade podem até mesmo resultar em oportunidades para companhia”, completa Matheus Jaconeli, Economista da Nova Futura Investimentos.

Reserva de emergência: o que é e como montar a sua

Saber o que é e como montar uma reserva de emergência pode ajudar qualquer um a obter aquela tão esperada estabilidade econômica. Para isso, basta entender a importância de guardar dinheiro para eventuais crises, seja você um investidor iniciante ou apenas alguém que deseja organizar sua vida financeira.

Ficar desempregado, passar dos limites nos gastos mensais ou mesmo, como vimos em 2020, enfrentar uma pandemia mundial são alguns exemplos de imprevistos. Diante destas situações, ter o valor de pelo menos 6 meses do custo de vida guardado em algum investimento é essencial.

Reserva de emergência: o que é e como montar a sua

Comece a reservar

Primeiramente, o ideal é descobrir a necessidade do investidor ter um suporte financeiro. Caso ele tenha um emprego estável, com salário fixo e carteira assinada, poderia guardar de 3 a 6 meses do seu custo de vida. Entretanto, para autônomos, empresários e aqueles que contam com uma renda volátil, seria bom ter no mínimo 12 meses de seus gastos mensais.

Além disso, separar uma pequena ou média parcela do dinheiro que entra todo mês também é uma dica importante para começar a montar a reserva de emergência. Desta forma, fica mais fácil aplicar aos poucos até chegar no valor estipulado.

Risco e liquidez 

Quando falamos em mercado financeiro, o primeiro pensamento que vem à mente são os investimentos em renda variável. Contudo, existem também aplicações com risco de perda zero ou quase nulo, e são estas que devem compor a reserva de emergência.

Como a intenção é justamente trazer mais segurança para a vida financeira, o dinheiro tem que estar intacto na hora da retirada. Para isso, o investimento precisa ter uma alta liquidez, ou seja, o dinheiro deve ser rapidamente convertido em caixa para o uso. Sendo assim, é possível resgatar qualquer quantia em momentos de sufoco.

Onde investir

Entre os principais investimentos que se enquadram aos critérios de baixo risco, alta liquidez e rentabilidade maior que a poupança, que atualmente rende apenas 70% da taxa básica de juros nacional (Selic), existem algumas opções.

  • Tesouro Selic

O Tesouro Selic é uma das aplicações mais seguras e tradicionais do Brasil. A pessoa empresta dinheiro para o próprio governo, que promete dar uma retorno de 100% da Selic sobre o valor investido. Desta forma, o valor aplicado inicialmente fica totalmente seguro, pois a variação da taxa básica de juros cai apenas sobre o rendimento. Acima de tudo, este investimento permite ser resgatado em até 24 horas.

  • CDBs de bancos digitais

Os investimentos em CDBs seguem a mesma lógica que o Tesouro Selic, a diferença é que ao invés de render em cima da Selic, ele rende sobre o CDI (Certificados de Depósitos Interbancários), seguindo com um lucro apenas um pouco abaixo da taxa anterior. O investidor pode encontrar a aplicação em corretoras de investimento ou em bancos digitais como, por exemplo, Nubank e Banco Inter.

5 passos para usar o seu 13° salário com sabedoria

Saber utilizar bem o 13º salário é um excelente primeiro passo para quem deseja começar a ter uma vida financeira estável e bem planejada. Com a chegada do fim de ano, as confraternizações e trocas de presentes, gastar aquela renda extra recém-recebida acaba tornando-se uma grande tentação para muitos. 

Precisa ter bastante cuidado para não se deixar levar pelo clima de festas e acabar com todo o dinheiro sem pensar no dia de amanhã. Por isso, adotar critérios estratégicos na hora de receber o 13º salário e se organizar financeiramente é essencial.

1 – Dívidas pendentes

Se o objetivo é ter uma situação financeira saudável, não adianta acumular contas vencidas e procrastinar o pagamento das mesmas. Além dos juros ficarem cada vez mais altos, deixando o valor da dívida maior, uma hora a pessoa irá acabar com o nome negativado no mercado.

Então, usar essa renda extra para quitar as pendências pode ser uma ótima oportunidade para começar a organizar as finanças do zero.

5 passos para usar o seu 13° salário com sabedoria

2 – Gastos do começo de ano

Durante as festas de fim de ano, normalmente as pessoas acabam se esquecendo que em breve irão surgir novos boletos para pagar. O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores), as matrículas e materiais escolares. Por fim, as renovações contratuais de planos que normalmente sofrem aumentos nesta época do ano.

Segundo uma pesquisa feita pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), apenas 11% dos consumidores brasileiros possuem condições de arcar com as despesas do começo de 2021. Portanto, é bem importante se programar com antecedência para estes gastos.

3 – Reserva de emergência

O primeiro dinheiro que entra é aquele que se guarda. Então, mesmo com todas as dívidas quitadas e programadas, o ideal seria não sair gastando o 13º salário em um piscar de olhos, mas sim guardar todo o valor ou, pelo menos, grande parte dele. 

Nesse sentido, criando o costume de sempre estipular uma porcentagem do dinheiro ganho. Por exemplo, pegar 50% a 80% do valor total e aplicar em uma reserva de emergência. Desta forma, fica fácil controlar com sensatez gastos desnecessários que podem acabar prejudicando qualquer estabilidade financeira no futuro.

4 – Investimentos

Esta é também uma boa oportunidade para  começar a investir no mercado financeiro. Caso a pessoa ainda não tenha experiência no setor, poderá começar por aplicações de baixo risco. Os fundos de renda fixa, os CDBs de bancos intermediários ou mesmo debêntures de empresas confiáveis, por exemplo.

Por outro lado, para aqueles que já estão inseridos na renda variável, é possível potencializar ainda mais a carteira de investimentos, comprando e aumentando o número de ações que possui.

5 – Presentes e mimos

Após este planejamento financeiro, tendo guardado parte do 13º salário e aplicado outra em investimentos, não há problema nenhum em usar o dinheiro restante para comprar aquele mimo para si ou presentear as pessoas queridas. 

Primeiramente, seria bom analisar se aquele item é realmente necessário para o seu desejo pessoal e se vale a pena comprá-lo no momento. Além disso, caso a lista de presentes de natal seja extensa, repensar em quem realmente é prioridade.

Estes dois pontos podem dar uma boa diminuída nos gastos para o fim de ano e ajudar qualquer um a se programar para os próximos meses.