Vale (VALE3) vê o lucro líquido caindo para R$23,04 bilhões no 1T22

Resultado foi impactado em R$7,3 bilhões no comparativo trimestral

A Vale (VALE3) divulgou o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2022. O lucro líquido foi de R$ 23,046 bilhões no 1T22, ficando R$ 7,3 bilhões abaixo do 4T21. O Ebitda ajustado proforma das operações continuadas de R$ 33,5 bilhões, R$ 4,9 bilhões menor do que o 4T21.

O Ebitda sazonalmente menor e os maiores resultados financeiros do 4T21 explicam a queda, que foi parcialmente compensada pelo impacto positivo de R$ 5,6 bilhões do contrato vinculante para venda das operações de minério de ferro e manganês do Centro-Oeste e as provisões para descaracterização de barragens e Fundação Renova registradas no 4T21.

No 1T22, o investimento US$ 1,1 bilhão foi direcionado aos projetos de crescimento e manutenção, US$ 615 milhões abaixo do 4T21, devido a maior intensidade dos projetos durante a estação mais seca no final do ano.

A dívida bruta e arrendamentos totalizaram US$ 14,0 bilhões ao final do 1T22, em linha com o 4T21. A dívida líquida totalizou US$ 4,9 bilhões, US$ 3,0 bilhões acima do 4T21,
principalmente devido ao pagamento de US$ 3,5 bilhões de dividendos, US$ 1,8 bilhão em recompra de ações e US$ 720 milhões de variação de capital de giro, conforme o maior produção e ritmo de investimentos no quarto trimestre e desembolsos relacionados à participação nos lucros no primeiro trimestre, parcialmente compensados pelo maior recebimento das vendas no primeiro trimestre.

A dívida líquida expandida aumentou para US$ 19,4 bilhões, principalmente devido ao efeito da valorização do real sobre os compromissos denominados em moeda local, parcialmente compensado pelos ganhos de marcação a mercado nas posições de hedge cambial.

“Apesar do trimestre desafiador em nossas operações, estamos no caminho certo para cumprir nossos compromissos para 2022. No 1T22, enfrentamos fortes chuvas em Minas Gerais, atrasos de licenciamento no Norte e desempenho abaixo do esperado em alguns ativos. No entanto, aproveitamos os volumes sazonalmente menores para realizar atividades de manutenção que nos levarão a operações mais seguras e produção sólida a frente. Confiante das perspectivas para nossos negócios, estamos anunciando um terceiro programa de recompra, como uma alavanca adicional de geração de valor para nossos acionistas.”, comentou Eduardo Bartolomeo, presidente.

Durante este trimestre, revisamos e aprovamos com nosso Conselho de Administração uma mudança em nossa alavancagem ótima de US$ 15 bilhões para um range entre US$ 10-20 bilhões, sob o conceito de dívida líquida expandida. Essa decisão reflete a gestão proativa do passivo realizado nos últimos meses se m amortizações financeiras relevantes até 2024, um aumento sustentável em nossa capacidade de produção e uma gestão de custos e investimentos muito disciplinada.

Justificativas para o desempenho do 1T22

Os principais fatores que contribuíram para o desempenho do 1T22 em relação ao 4T21 foram: o menor volume de vendas de minério de ferro e pelotas, principalmente devido à intensa estação chuvosa no 1T22 e o desempenho mais fraco do Sistema Norte e os maiores preços realizados para minério de ferro e pelotas, seguindo o aumento de US$ 32/t no preço de referência 62% Fe e o maior prêmio de qualidade, compensando parcialmente os volumes mais fracos de minério de ferro.

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