S&P: Serviços no Brasil tem a maior alta em 15 anos

Conclusão da S&P Global para o Brasil

O segundo trimestre de 2022 começou em alta para o setor de serviços brasileiro, que registrou o crescimento da atividade de negócios mais acentuado em 15 anos. O aumento das vendas, favorecido pela forte demanda interna em meio à reversão das restrições da pandemia, levou as empresas a criar empregos ao ritmo mais rápido desde meados de 2007. No entanto, os dados indicaram um crescimento das pressões inflacionárias, com um aumento quase recorde nos preços de insumos, resultando em um aumento sem precedentes nos preços de venda.

O índice de atividade de negócios do setor de serviços brasileiro, sazonalmente ajustado pela S&P Global, registrou 60,6 em abril, acima dos 58,1 de março, sinalizando a segunda maior taxa de expansão desde o início da coleta de dados, em março de 2007. Segundo os participantes da pesquisa, o fim das restrições contra a COVID-19, políticas públicas favoráveis e uma nova recuperação da demanda contribuíram para tal recuperação.

“O índice de crescimento do setor de serviços apresentou uma velocidade mais acelerada no início do segundo trimestre, à medida que o aumento da atividade de negócios atingiu a segunda taxa mais acelerada já registrada no histórico da pesquisa, em meio a uma recuperação substancial no fluxo de novos negócios”, considerou a diretora Associada de Economia da S&P Global, Pollyanna De Lima.

Assim como o índice de produção, o índice de novos negócios fechados com prestadores de serviços cresceu com a taxa de expansão mais acelerada em pouco menos de 15 anos. Os participantes da pesquisa comentaram sobre o aumento das cotações, crescimento do número de clientes e condições sólidas de demanda. Os dados granulares indicaram que os Serviços ao Consumidor lideraram um amplo aumento nas vendas no nível do subsetor.

“A melhora de desempenho do setor de serviços é bem-vinda, levando em consideração a desaceleração do crescimento observada no setor industrial, que contribuiu para aumentos quase recordes de produção, vendas e índice de emprego do setor privado.”

Em relação ao futuro, os prestadores de serviços mostraram-se muito otimistas no que se refere às perspectivas da atividade de negócios. Além disso, o nível geral de sentimento positivo melhorou, atingindo em abril o maior patamar em sete meses. As empresas preveem mais melhoras na economia em geral, melhores condições da demanda e maior criação de empregos, diversificação e crescimento de investimentos.

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