Renda Fixa: operações somaram R$89,1 bilhões no 1T22

Inflação em dois dígitos promove o interesse do investidor

Entre um dos levantamentos feitos pela Anbima revelou que no primeiro trimestre as operações nesse segmento foram responsáveis por R$ 89,1 bilhões (84,7%) do volume total de captações, o maior volume desde 2012. O fenômeno pode ser explicado pelo cenário econômico cheio de incertezas, que torna a renda variável extremamente volátil, e também a alta da inflação e da taxa básica de juros, a Selic.

O IPCA de março teve variação de 1,62%. Com isso, a inflação acumulada de 12 meses alcançou o patamar de 11,30% e de 3,20% considerando apenas o primeiro trimestre de 2022. Na tentativa de frear a escalada inflacionária, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, subiu a Selic para 11,75% e o mercado espera nova elevação da taxa na próxima reunião de amanhã.

Com inflação e Selic em dois dígitos boa parte dos investidores não pensou duas vezes em buscar a segurança da renda fixa, que é favorecida pelo fenômeno. Porém, na hora de investir é preciso ter cautela. Não são todos os investimentos nesse segmento que garantem rentabilidade acima da inflação.

Segundo Francis Wagner, CEO do App Renda Fixa, no atual cenário os títulos pós-fixados se tornaram mais atrativos sob a ótica de remuneração.

Quais são os títulos de renda fixa mais indicados para o momento?

“Os produtos de renda fixa mais vantajosos, considerando o cenário atual, são os títulos inflacionários, ou seja, aqueles indexados ao IPCA ou IGPM, por exemplo. Atualmente é possível encontrar títulos como o CDB pagando IPCA+7,24%, o que significa 7,24% de juros reais”, afirma.

Outro exemplo é o Tesouro Selic cujo rendimento segue a variação da própria taxa, além do que, existem papéis do Tesouro atrelados ao IPCA como o Tesouro IPCA+2026. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) também são atraentes para o investidor de renda fixa.

“Seja qual for o título escolhido para investir, é importante ficar atento aos acontecimentos diários. Qualquer mudança na economia e nas decisões do Banco Central ou no comportamento do mercado de capitais é motivo para o investidor reavaliar suas escolhas e fazer mudanças para não perder recursos ou ganhar menos do que poderia”, conclui Wagner.

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