Pesquisa Modal:  50,3% acham Governo Bolsonaro ruim

Avaliação negativa do governo segue com tendência de alta

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 13 de maio até essa sexta-feira 17/06.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

Popularidade do Governo ….

Nesta sexta-feira, 50,3% consideram o governo Ruim ou Péssimo. 30,3% avaliam como Bom ou Ótimo. A gestão é Regular para 19,4% das pessoas. A avaliação negativa do governo segue com tendência de alta.

Apesar de os números se alterarem dentro da margem de erro, cabe ressaltar que a rejeição aumentou pela segunda semana seguida. Em relação à semana passada, o índice negativo subiu 0,2%, o regular caiu 0,1% e a avaliação positiva caiu 0,1%. O caso dos assassinatos na Amazônia foi um dos fatores que contribuíram para a queda na aprovação da gestão, além das frequentes queixas sobre os preços, sobretudo dos alimentos.

ICMS dos Combustíveis e Petrobras…..

A aprovação do teto do ICMS estadual para combustíveis e energia, no Congresso, foi considerada uma vitória para o governo. Cidadãos comuns, que usualmente não entram em debates eleitorais nas redes, se mostraram otimista em relação à possível queda nos preços.

No entanto, o anúncio, nesta sexta-feira, de que a Petrobras autorizou um aumento de 5,2% para a gasolina e de 14,2% para o diesel deixou a população bastante irritada.

Apesar disso, a militância governista tem atuado fortemente nas redes, revelando a indignação do PR com o aumento. Neste momento, ela tem conseguido rebater as críticas e responsabilizar a “ambição” dos acionistas pelos lucros. Mas, como ocorreu outras vezes, é muito provável que, a partir da concretização do aumento nos postos, Bolsonaro sofra muitos ataques.

Nesta sexta, o tema “combustíveis” é o mais falado nas redes dos presidenciáveis. A esquerda diz que Bolsonaro não age porque não quer. A direita acusa os governadores, por insistirem em não zerar o ICMS, e Lula, referindo que a alta dos preços é também consequência da corrupção que se abateu sobre a empresa nos governos do PT.

É notório que o tema acaba sendo negativo para as duas frentes da polarização política, mas com maior potencial de arranhar a imagem de Bolsonaro, de quem as pessoas cobram uma solução realmente eficaz para acabar com os constantes aumentos.

Liberais defendem os aumentos, alegando que a manutenção dos preços abaixo dos praticados em outros países poderá causar desabastecimento e prejuízos para a Petrobras.

Greve de caminhoneiros ……

As conversas sobre greve de caminhoneiros voltaram às redes, após o novo aumento anunciado do diesel.

Opositores acusam o presidente de ameaçar a direção da Petrobras com a paralisação, após fazer um post lembrando da greve de 2018 e lembram que, na época, Bolsonaro apoiou a greve.

Notamos que a categoria se mostra indignada nas redes, mas segue desunida.

Há a narrativa de que apenas com o envolvimento dos empresários do setor de transportes poderá ocorrer uma manifestação de grande vulto. No caso dos autônomos, muitos dizem que já deixaram de trabalhar com o caminhão, por conta dos altos custos, que não conseguem ser cobertos com o valor do frete.

Governistas dizem que a Petrobras está demarcando uma posição política de oposição, ao anunciar novos reajustes, na iminência da aplicação do PLP 18/22.

Amazônia …….

O assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira abriu a conversa sobre redes de crime organizado atuando em locais remotos do Brasil, e sobre os dispositivos de segurança que estão falhando na proteção de indígenas e terras nestas regiões.

Ambientalistas estão conseguindo emplacar o discurso de abandono da floresta, por parte do Governo Federal, e de que o tráfico de drogas e o garimpo e pesca em áreas proibidas atuam de forma conjunta na região amazônica.

Isso fez surgir também acusações de que o PR colabora com o crime, ao minimizar as práticas ilegais de garimpo e pesca e ao, supostamente, relaxar as operações de fiscalização e enfraquecer órgãos como Funai e Ibama.

Opositores também estão sendo exitosos em combater o discurso de soberania nacional sobre a Amazônia, muito abordado por Bolsonaro, ao reforçar a ideia de que o local já é dominado por facções criminosas internacionais. Além disso, a imprensa interpretou as falas do PR como uma culpabilização das vítimas pelo crime que sofreram, o que foi usado para reforçar ainda mais a narrativa alardeada pela esquerda de que Bolsonaro é insensível.

A repercussão do caso, portanto, foi muito negativa para o presidente. O tema “Meio Ambiente” foi o mais abordado quase todos os dias na última semana, em posts que mencionam Bolsonaro. Atingiu o pico na quinta-feira, após a confissão dos assassinos de Dom e Bruno, com 66% das menções sendo negativas.

Bolsonaro e STF …….

Os embates entre Bolsonaro e o STF seguem mobilizando a militância digital governista, mas perderam espaço nas redes nos últimos dias. Menções ao “STF” chegaram a 23,75% do total no início da semana, caindo progressivamente para 10,43% nesta sexta-feira (17).

Disputa pela vice-presidência ……..

Analistas observaram, durante a semana, uma nova queda de braço entre militares e o Centrão pelo controle do governo e da presidência. O nome de Tereza Cristina foi ventilado nas redes como possível vice de Bolsonaro, numa tentativa de atrair o voto feminino.

A ex-ministra é bem vista entre governistas, mas a ligação ao Centrão faz os militantes mais fervorosos recearem um impeachment.

Eles preferem Braga Netto que, por ser militar, seria alegadamente menos propenso a apoiar um golpe para tirar Bolsonaro do poder, em possível segundo mandato.

Taxa de juros e inflação dos alimentos…..

As discussões sobre inflação prosseguem como um tema forte nas redes. Internautas descrevem cenários de dificuldades crescentes para comprar alimentos e pagar contas. A maioria não vê qualquer alívio nas subidas da Selic que o BC vem promovendo desde março de 2021 e pressionam por mudanças estruturais nas políticas econômicas do país.

Polaridade de sentimentos:

A semana foi negativa para o presidente devido à repercussão negativa da questão ambiental na Amazônia e suas falas sobre os desaparecidos. Nesta sexta-feira houve uma melhora com os ataques da militância à Petrobras, mas é provável que esse debate se acirre, a partir de uma ofensiva mais intensa da esquerda sobre a questão dos aumentos dos combustíveis.

Emoções 5 dias:

O teto do ICMS aprovado no Congresso e pressões sobre a Petrobras para suster reajustes têm melhorado a confiança no PR, em comparação ao início da semana, mas os sentimentos de medo e tristeza continuam predominando.

Polaridade de sentimentos:

Apesar da leve melhora da confiança, o sentimento, nos posts sobre Bolsonaro, está no seu pior patamar desde julho de 2021. A média de confiança neste mês está em 14,41%.

Menções aos candidatos:

As menções aos presidenciáveis nas redes seguem desenhando um cenário de forte polarização entre Bolsonaro e Lula. Os dois candidatos favoritos acumulam 93% das menções totais aos principais pré-candidatos, sinalizando que os espaços de Ciro Gomes e Simone Tebet estão limitados.

A terceira via e a moderação estão em risco de desidratar ainda mais até outubro, deixando aos eleitores apenas dois candidatos com chances reais de ocupar o Planalto. Esta narrativa tem sido particularmente usada por petistas para apelar ao voto útil de ciristas, na esperança de garantir a eleição de Lula em primeiro turno.

Jair Bolsonaro, 51,1%; Lula, com 41,9%; Ciro Gomes, 5,4%; e Simone Tebet, 1,6%.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Gostou deste conteúdo e quer saber mais? É só clicar aqui 

Veja também no nosso blog

você pode gostar também

Comentários estão fechados.