Pesquisa Modal:  49,8% acham Governo Bolsonaro ruim

29,8% classificam como Bom/Ótimo e 20,4% avaliam como Regular

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 09 de maio até essa sexta-feira 13/05.

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

Popularidade do Governo ….

Nesta sexta-feira, 49,8% das pessoas consideram o Governo Ruim/Péssimo, 29,8% classificam como Bom/Ótimo e 20,4% avaliam como Regular.

Depois de um período de melhora constante e consistente nos índices de aprovação da gestão federal, iniciado em janeiro, a popularidade do governo apresentou variações ao longo da semana, demonstrando o fim da estabilidade. Houve um aumento médio da avaliação negativa de 0,3%. A avaliação positiva também subiu, mas em uma proporção menor, de 0,1%. A avaliação regular caiu 0,2%.

O principal motivo para o aumento da rejeição foram os preços dos combustíveis, com críticas impulsionadas por mais um aumento do diesel. O tema “combustíveis” foi o mais citado nos últimos dias nos posts que mencionam Bolsonaro, abarcando quase 30% das publicações, dentro dos temas analisados, que incluem: inflação, saúde e Covid, emprego, educação, segurança, transporte, costumes, corrupção, STF, meio ambiente, e combustíveis.

Junto com a questão da alta do diesel, surgiram muitas queixas também sobre os preços dos alimentos e a militância da oposição atuou fortemente para culpabilizar a gestão Bolsonaro pelos aumentos. Governistas voltaram a tentar contextualizar as altas com o cenário mundial, mas desta vez tiveram menos sucesso que em momentos anteriores, pois houve muitas comparações do cenário brasileiro com o de outros países, mostrando que a inflação no Brasil tem sido superior à de muitas nações. Essa foi a narrativa que predominou.

Privatização da Petrobras…..

A esmagadora maioria dos internautas está descontente com a atuação da estatal, embora discordem na hora de apontar responsáveis pela alta dos combustíveis.

Opositores dizem que Bolsonaro teria condições de interferir para impedir novas altas, enquanto governistas referem que o PR tem feito o possível para conter os aumentos, mas que há um limite de atuação. Eles alegam que o presidente não pode intervir, sob risco de arruinar a empresa e afirmam que foi isso que aconteceu nos governos do PT.

A direita defende a privatização da empresa, sob o argumento de que os prejuízos são públicos, e os lucros privados. Para eles, a venda e quebra de monopólio será a resposta para abaixar os preços de combustíveis. No entanto, essa ideia de que a venda resultaria em preços menores encontra dificuldade em se consolidar nas redes.

A troca do ministro de Minas e Energia foi avaliada, por bolsonaristas, como uma movimentação do governo para baixar o preço dos combustíveis. Eles acreditam que Adolfo Sachsida terá maior capacidade para influenciar a Petrobras para que os preços baixem. Opositores dizem que a troca de comando do Ministério não terá qualquer efeito na política da estatal, comparando o movimento com as trocas na presidência da Petrobras e falam que seria apenas uma manobra populista do PR, visando a campanha eleitoral.

Greve de caminhoneiros …..

As altas do preço de diesel sempre suscitam conversações sobre uma paralisação de caminhoneiros. Internautas comuns acreditam que uma greve desse tipo pressionaria o governo a atuar para conter os aumentos, enquanto esquerdistas desafiam os profissionais a cruzarem os braços e mostrarem descontentamento. A mídia estimula também o assunto, dando voz às lideranças que são favoráveis a uma greve.

No entanto, nas redes não há uma unidade da categoria em torno do tema. Há movimentos de opositores do governo, de compartilhamento de vídeos de caminhoneiros autônomos se queixando que o preço do frete não cobre nem o custo com o diesel. Mas há uma narrativa de que, sem o apoio de empresários do setor de transporte, uma paralisação de grande vulto não seria possível.

Governistas criticaram os caminhoneiros descontentes favoráveis a uma greve e os de estar a serviço da agenda da oposição. Ou seja, o movimento está inserido dentro da polarização política. No entanto, a insatisfação dos caminhoneiros é real. Caso consigam superar as diferenças políticas, uma greve poderá avançar. Mas, no momento, isso não está desenhado.

Emoções 5 dias:

A variação de sentimentos foi ligeira, durante a semana, e termina com tendência de estabilidade.

Eleição, militares,TSE, fraude eleitoral…..

Opositores seguem preocupados com o que pode resultar da queda de braço entre Forças Armadas e a Justiça Eleitoral. Eles classificam o discurso do presidente e das Forças Armadas como golpista e aplaudiram Fachin, que disse que a eleição será conduzida pelas “forças desarmadas”.

Governistas replicam a narrativa presidencial, de que as urnas eletrônicas são inseguras. Eles acreditam que uma eventual derrota de Bolsonaro nas eleições só poderia ser explicada por fraude, e acusam o TSE de querer proporcionar o regresso da esquerda ao poder por meios ilegais.

Polaridade de sentimentos:

As menções positivas ao presidente variaram durante a semana de acordo com temas como inflação, troca de comando do Ministério de Minas e Energia e a Justiça Eleitoral.

Lula x Ciro …

O embate eleitoral da semana aconteceu no campo da esquerda, motivado por resultados de pesquisas eleitorais.

Petistas defendem que os dados indicam que Lula pode se eleger no primeiro turno, caso Ciro desista da disputa. Eles acusam o pedetista de ser guiado pelo ego.

Ciristas responderam que Lula deve desistir, o que tiraria de Bolsonaro o maior trunfo eleitoral, o antipetismo. Eles reforçam que o segundo turno polarizado não garante eleição de Lula, mas que Ciro venceria tranquilamente o atual presidente, por ser preparado e não ter ligação a corrupção.

Menções aos candidatos….

Lula manteve a liderança em relação às menções aos presidenciáveis no Twitter. O ex-presidente também demonstra uma melhora nos índices de aprovação e termina a semana equiparado a Bolsonaro nesse quesito. Nenhum dos presidenciáveis, no entanto, consegue ter mais aprovação do que rejeição, o que segue confirmando que as eleições serão disputadas por nomes muito rejeitados.

Ciro continua em terceiro lugar, em volume de menções, mas ainda muito distante aos dois primeiros colocados nas pesquisas. Já os possíveis candidatos de terceira via não estão conseguindo espaço na rede.

Menções aos candidatos ……

Lula: 50,8%; Bolsonaro: 40,7%; Ciro Gomes: 7,4%; Simone Tebet: 0,3%; e Doria: 0,8%.

Polaridade de sentimentos 5 dias:

A avaliação do PR foi influenciada de forma negativa pelo anúncio de novo reajuste no preço do diesel, pela Petrobras.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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