Magalu (MGLU3) vê lucro em R$35mi

Prejuízo no 4T22 ficou distante do resultado de R$93 mi do 4T21

O Magazine Luiza (MGLU3) informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os resultados financeiros do quarto trimestre e do ano de 2022.

No quarto trimestre, o prejuízo líquido foi de R$35,9 milhões, distante do lucro de R$93 milhões no comparativo com o mesmo período de 2021.

Em dezembro, o nível de estoque atingiu R$ 7,8 bilhões – R$ 1,3 bilhão menor do que o registrado no mesmo período de 2021. Com isso, a margem Ebtida ajustada – que havia sido de 2,6% no quarto trimestre do ano anterior ficou em R$642 milhões, alta frente ao R$7,9 milhões do 4T22.

No ano de 2022, o Ebtida ajustado do Magalu atingiu R$2,1 bilhões, um avanço de 44% em relação ao registrado em 2021. No ano, a margem Ebtida foi de 5,7%, melhor patamar em três anos.

No ano, as vendas totais da companhia – que incluem lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) – atingiram o recorde de R$60 bilhões, com crescimento de 8% em relação a 2021.

No quarto trimestre, marcado por datas importantes para o setor como Black Friday e Natal e pela realização da Copa do Mundo, as vendas totais foram de R$18 bilhões, um avanço de 16% na comparação anual.

“Sempre estivemos determinados a crescer com rentabilidade, de forma sustentável”, diz Frederico Trajano, CEO do Magalu. “Em 2022, diante de um cenário macro muito desafiador, tornamos nossa estrutura mais leve ao mesmo tempo em que trabalhamos para ganhar participação de mercado. A evolução dos nossos resultados, trimestre após trimestre, mostra que estamos no caminho certo.”

O Magalu continuou a buscar ganho de participação de mercado em todos os seus canais. Com o impulso de ações promocionais relacionadas à Copa do Mundo do Catar, as vendas totais do e-commerce cresceram 16% entre outubro e dezembro, atingindo R$13 bilhões. O 1P – e-commerce com estoque próprio – o avanço foi de 18%.

No 3P – representado pelos mais de 260 mil sellers do marketplace – as vendas aumentaram 12% no trimestre e 33% em dezembro. Esse desempenho levou a um ganho de 5,1 pontos percentuais na participação da empresa no mercado online. Nas mais de 1.300 lojas físicas da companhia, as vendas chegaram a R$5 bilhões, aumento de 15% na comparação anual.

Com a melhoria de resultados operacionais e de capital de giro, a geração de caixa do Magalu foi de mais de R$ 800 milhões no ano e de R$2,2 bilhões entre outubro e dezembro de 2022. A companhia fechou o ano com um caixa total de R$10,6 bilhões, incluindo aplicações financeiras e recebíveis de cartão de crédito – o que permite que o Magalu continue a investir em sua estratégia de longo prazo de ser o principal indutor da digitalização do varejo analógico brasileiro.

Novas fontes de receitas

Atualmente, 80% dos pedidos feitos no marketplace são entregues pelo Magalu Entregas. Mais de 61 000 sellers usam o serviço de drop off de produtos vendidos nas lojas físicas da rede. O mais recente serviço oferecido aos varejistas é o fulfillment, presente em cinco centros de distribuição da empresa e já utilizado por mais de 1.000 parceiros do marketplace.

No quarto trimestre, produtos de categorias como moda, beleza, esportes e games representaram 51% das vendas da companhia no canal online.

Em moda, as vendas do marketplace cresceram 25% entre outubro e dezembro. Com isso, os sellers já são responsáveis por 65% das vendas totais dessa categoria. A Zattini tem o quarto maior tráfego de e-commerce de moda no Brasil, segundo a Neotrust, e é o segundo maior varejista em buscas por calçados no Google. Em beleza, as vendas aumentaram 22% no quarto trimestre, com ganho de 1,9 ponto percentual de marketshare online na categoria.

Na categoria de esportes, o marketplace cresceu 34% entre outubro e novembro de 2022. No ano, a Netshoes registrou um lucro líquido de R$56 milhões. Em delivery de comida, a AiQFome – segunda maior plataforma de entrega de comida do Brasil – superou 30 milhões de pedidos no ano, o que corresponde a cerca de R$1,4 bilhão em vendas. Na KaBum!, o GMV chegou a R$4 bilhões em 2022, com cerca de R$180 milhões de lucro e forte geração de caixa.

O quarto trimestre foi o melhor do ano para a LuizaCred. A carteira da empresa atingiu R$20,6 bilhões e o faturamento dos cartões de crédito – Cartão Luiza e Cartão Magalu – foi de R$14,5 bilhões no trimestre e R$54 bilhões em 2022 (30% maior que em 2021).

A Fintech Magalu cresceu 15% entre outubro e dezembro, com cerca de R$ 26 bilhões em TPV. Em 2022, o TPV da fintech foi de R$91 bilhões, com crescimento de 39,2%. E, mesmo com o cenário de juros altos, o Magalu Pagamentos obteve R$67 milhões de lucro líquido no ano. Dez meses após o lançamento da conta digital para Pessoa Jurídica, mais de 15 000 sellers aderiram ao produto, transacionando cerca de R$700 milhões.

O negócio de publicidade também vem crescendo em ritmo acelerado. Atualmente, 100% do sortimento do e-commerce está habilitado para a busca patrocinada no MagaluAds, plataforma de anúncios digitais da empresa. No quarto trimestre, o MagaluAds atingiu a marca de 6 000 campanhas criadas por mais de 2 500 sellers.

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