Lucro da Suzano (SUZB3) foi de R$10,3 bi 

No comparativo com 12 meses a receita caiu e ficou em R$50 bilhões

A Suzano Papel e Celulose (SUZB3) apresentou os números do primeiro trimestre de 2022 na noite desta quarta-feira. No período, o lucro líquido atingiu R$ 10,3 bilhões, contra R$ 2,3 bilhões no 4T21 e prejuízo de R$ 2,7 bilhões no 1T21. Resultado foi amparado pela variação cambial sobre a dívida e da marcação a mercado das operações com derivativos, em oposição aos dois períodos de comparação.

A receita líquida da Suzano no 1T22 foi de R$ 9,743 bilhões, sendo 81% gerada no mercado externo. Em relação ao 4T21, a redução de 15% da receita líquida ocorreu em função do menor volume total de vendas (-13%) e valorização de 6% do real ante o dólar, parcialmente compensados pelo maior preço médio líquido, sobretudo da celulose.
A elevação de 10% da receita líquida consolidada em relação ao 1T21 é explicada pelo maior preço médio líquido em dólar, principalmente da celulose, parcialmente compensado pelo menor volume vendido (-9%) e valorização do real médio em relação ao dólar (4%).

O Ebitda ajustado totalizou R$ 5,1 bilhões, alta de 5% ante o 1T21, com uma margem de 53%, 2 pontos porcentuais abaixo de um ano antes.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 336 milhões, queda de 12% em relação ao mesmo período de 2021. A dívida líquida atingiu quase R$ 50 bilhões no período, uma redução de 25% em relação ao mesmo período de 2021. O índice de alavancagem financeira medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado em reais ficou em 2,1x (2,5x no 4T21) e em dólar, manteve-se estável em 2,4x.

Vendas Externas

A demanda na Europa e América do Norte seguem na esteira da sólida performance dos principais segmentos com recuperação na demanda de Tissue e maior demanda interna de papéis de Imprimir e Escrever, Especiais e para Embalagens, suportados por uma menor oferta de papéis importados para estas regiões, resultantes da persistente crise logística e restrição de fluxos internacionais. Os preços de papel e embalagens seguem tendência de alta em todos os segmentos.

Na China o trimestre transcorreu com um ritmo de produção firme de papéis de Imprimir e Escrever (sazonalmente mais forte) e papéis para Embalagens, mesmo durante o período de ano novo chinês, e uma recuperação da produção de Tissue em março, acompanhados por aumentos de preços em todos os segmentos de papel.

Hoje, a companhia também anunciou aprovação pelo Conselho de Administração o início do Programa de Recompra de Ações, que terá prazo de 18 meses.

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