Energisa (ENGI11): Consumo sobe 1,4%

Consumo de energia do poder público subiu 21,1% a maior alta dos últimos 22 anos

O Grupo Energisa (ENGI11) viu o consumo de energia elétrica no segundo trimestre de 2022 em 9.180,1 GW/h no consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre, nas áreas de concessão. O Grupo apresentou alta de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, as classes que mais contribuíram para o resultado foram as classes comercial, outros e industrial.

Os principais motivos foram a retomada de atividades presenciais e a melhora do quadro sanitário. A classe industrial também apresentou crescimento acima da média, com destaque para alimentícios.

No mês, a sete de 11 distribuidoras apresentaram aumento no consumo de energia em suas áreas de concessão, em especial a EMT (5,4% ou 124,6 GWh), ERO (4,5% ou 37,5 GWh) e EPB (2,2% ou 24,7 GWh).

A classe comercial (5,8% ou 93,9 GWh) obteve o maior aumento de consumo no trimestre, com a EMT (9,8% ou 40,7 GWh), EPB (7,7% ou 14,5 GWh) e ESE (8,1% ou 11,0 GWh) registrando as maiores altas. O resultado na classe comercial foi puxado principalmente pelo retorno mais intenso de atividades presenciais, com destaque para distribuidores de alimentos, varejistas, shoppings e supermercados.

A classe outros registrou aumento de 7,7% (85,1 GWh), com as maiores altas na EMT (14,5% ou 33,6 GWh), ERO (15,3% ou 14,3 GWh) e EPB (6,4% ou 11,1 GWh).

O resultado na classe outros foi puxado pelo poder público que registrou a maior alta em 22 anos (20,9%) após base baixa em 2T21 (-7%), destaque para universidades e poder judiciário.

A classe industrial apresentou crescimento de 4,0% (74,6 GWh). Destaque para alimentícios (EMT e ESS), minerais não metálicos (EPB) e peças de veículos (ESS).

A classe residencial, por sua vez, apresentou queda no consumo, registrando -0,8% (-28,7 GWh), esse resultado foi direcionado pelas concessões EMS (-7,0% ou 35,5 GWh), ESS (-6,1% ou 23,4 GWh) e ESE (-3,1% ou 9,4 GWh). Essa redução foi direcionada pelo calendário de faturamento menor e clima mais ameno e chuvoso.

Por fim, a classe rural (-10,6% ou -94,2 GWh), registrou queda puxada pelas concessões EMS (-15,3% ou -25,3 GWh), ESS (-19,7% ou -18,8 GWh) e EPB (-19,1% ou -14,1 GWh).

A classe rural foi impactada pela combinação de menor uso de irrigação (chuvas acima da média, ante seca em 2021 e 2020), beneficiamento mais curto de algodão (EMT), revisão cadastral e base mais elevada (sobretudo EMS, EPB, ESS e ETO).

Consumo em junho de 2022: o consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre (2.938,4 GWh), nas áreas de concessão do Grupo Energisa, apresentou uma redução de -1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior

As classes residencial (-4,8% ou 55,3 GWh) e rural (-12,2 ou 36,5 GWh) puxaram o resultado do mês devido base alta de comparação, clima mais ameno e revisão cadastral (REN Nº901). Destaque para classe industrial (+4,7% ou 29,6 GWh) que avançou crescendo acima da média, com 8 das 11 empresas em alta.

Maiores variações de consumo: alimentícios (ESS e EMT – grãos e frigoríficos) e minerais metálicos (EMT, EMG, ERO).

Destaque também para o aumento no consumo de energia do poder público, que registrou a maior alta dos últimos 22 anos (21,1%) para o mês de junho, impactado pelo retorno das atividades presenciais, principalmente em universidades e repartições públicas do judiciário.

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