Como reorganizar as contas com imóveis?

Em abril quase 80% das famílias estavam endividadas

Com a alta da inflação, os brasileiros estão buscando formas de se reorganizar financeiramente. Essa realidade pode ser comprovada por meio de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC. O levantamento mostro que 77,7% das famílias do país estavam endividadas em abril de 2022. Portanto, diante desse cenário, uma das alternativas mais procuradas e seguras no que se refere à quitação de dívidas é o refinanciamento de imóveis.

De acordo com Bruno Gama, CEO da CrediHome, plataforma de crédito imobiliário, a modalidade traz as taxas mais baixas do mercado e com um prazo de pagamento mais longo, podendo chegar a até 20 anos. “Para levantar o recurso, a pessoa utiliza um imóvel que ela já possui, quitado ou não”, explica. “A opção é extremamente viável e permite que o indivíduo continue a fazer planos e começar projetos, além de ajustar a sua vida financeira”, completa.

O especialista reforça também que o refinanciamento imobiliário acaba com o mito da venda de imóveis como uma forma eficiente de liquidar dívidas. “Um imóvel é um bem que tem poder de crédito e o brasileiro ainda não tem isso permeado em sua cultura”, afirma. “Há vários anos, esse pensamento é muito utilizado em países como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, entre outros, e quando conseguimos entender que é possível levantar capital sem se desfazer de um bem, que a cada ano se valoriza mais, passamos a perceber possibilidades de viabilizar oportunidades que antes poderiam ser impossíveis”, ressalta.

Como solicitar?

O primeiro passo quando o cliente recorre ao processo é reunir documentos para comprovar a sua renda. Após a avaliação e a aprovação do crédito, as condições são apresentadas ao consumidor. Ao concordar com a proposta, a próxima etapa é a análise de garantia, em que é validado o valor e o estado do imóvel (construção, integridade, metragem construída e averbada, etc). Em paralelo a essa fase, inicia-se a análise jurídica, a qual se checa se os envolvidos e o bem não têm algum impedimento que possa colocar a operação em risco.

Segundo Gama, todas as pessoas podem fazer um refinanciamento imobiliário desde que a propriedade esteja regularizada. “O intuito da modalidade é ofertar recursos de qualidade e que tragam soluções, por isso a comprovação de renda é a ação inicial do procedimento”, explica. “Depois disso, algumas instituições podem diferenciar os serviços de acordo com o perfil de imóvel”, complementa.

Quais são os cuidados necessários?

Neste sentido, assegurar-se de que a empresa que oferece o atendimento é idônea é um dos principais pontos de atenção que o cliente deve ter ao recorrer à solução. “Recomendamos que os interessados não antecipem pagamentos condicionados à liberação do crédito, porque é uma prática que coloca em dúvida a legitimidade da companhia. Em caso de incerteza, o melhor a se fazer é procurar diretamente a instituição para se certificar de que quem está atendendo o cliente de fato a representa, ou até mesmo buscar o site próprio da organização e avaliações da mesma na internet”, aconselha o CEO.

Apesar de ainda ser pouco difundido, o home equity é uma grande ferramenta para quem decidiu que precisa de um crédito. “A assessoria de uma grande corporação faz uma diferença importante nessa jornada, pois os profissionais envolvidos não têm apenas o papel de consultores de crédito imobiliário, mas de consultores financeiros com intuito de orientar sobre como substituir dívidas mais caras e replanejar a vida financeira”, finaliza Gama.

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