Bolsonaro: Governo é Ruim para 50%

Pesquisa é do Modalmais e avalia o desempenho na semana

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 11 de abril até essa quinta-feira (14/04).

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

Popularidade do Governo ….

Mas, apesar das crises, o número de pessoas que avaliam negativamente a gestão se igualou à soma dos que a veem de forma positiva ou de forma regular. Nesta quinta-feira, 50% das pessoas consideram o Governo Ruim/Péssimo, 29,1% classificam como Bom/Ótimo e 20,9% avaliam como Regular é de 20,9%.

A tendência de melhora da aprovação do governo seguiu em destaque esta semana, mas de forma menos intensa em relação às semanas anteriores, sobretudo devido às suspeitas de corrupção envolvendo o MEC e o Ministério da Defesa.

CPI do MEC…..

As redes se dividem de forma ideológica na briga entre Governo e a oposição, que disputam de forma aberta a criação de uma CPI que investigue os gastos do Ministério da Educação. A equipe de Bolsonaro está em vantagem, conseguindo reunir as assinaturas necessárias para protocolar pedido para analisar as contas do MEC nas gestões do PT.

O governo tem sido bem sucedido no desmonte de um pedido similar, para investigar a gestão do MEC sob Bolsonaro.

Abraham Weintraub acusou o presidente de dar ordem para entregar o comando do FNDE ao Centrão. Opositores não tiveram sucesso em manter o assunto em destaque nas redes. Governistas emplacaram a tese de que Weintraub tenta se vingar de Bolsonaro por não contar com seu apoio para lançar candidatura a SP.

No caso do ex-presidente, o tema “corrupção” soma, no mesmo período, 20,8%. Cabe ressaltar que o assunto foi o mais mencionado em quatro dos últimos seis meses, nas publicações sobre o petista.

A recusa do governo em fornecer dados sobre o encontro de Bolsonaro com os pastores acusados de pedir propina de prefeitos foi vista como novo uso do sigilo para esconder possíveis crimes de Bolsonaro. Nas redes, o pedido de #CPIdoMEC ainda tem muita força.

No entanto, o crescimento do presidente nas pesquisas tem dado a ele margem de manobra política, para evitar uma debandada da sua base de apoio no Congresso e garantir a manutenção da militância governista orgânica nas redes sociais.

Despesas da Defesa ……

A semana foi marcada por denúncias diárias de gastos polêmicos, feitos pelo Ministério da Defesa, com Viagra, remédios para calvície, próteses penianas e botox. As revelações viralizaram nas redes e originaram um forte repúdio aos militares e muitos memes. A dignidade e probidade das Forças Armadas foram questionadas.

A repetição de acusações, que os militares procuraram desmentir, deu origem a teorias de conspiração entre opositores. Muitos defendem que as informações estão vazando de aliados do governo, com intenção de manchar a credibilidade dos militares e levar o presidente a recuar de convidar o General Braga Netto para vice.

A disputa pela maior fatia de influência dentro do governo seria o objetivo das denúncias. As suspeitas recaem sobre evangélicos, que alegadamente procuram colocar Damares Alves na chapa, e sobre o Centrão, que supostamente estaria descontente com a penetração de militares no governo.

Terceira via …..

Moristas ainda não desistiram de ver uma candidatura presidencial do ex-juiz, dizendo que é o único nome da terceira via com votação expressiva. Opositores do governo dizem que as pesquisas deixam claro que a maioria dos votos de Moro migram para Bolsonaro, confirmando as palavras da esposa do ex- juiz de que “são a mesma coisa”.

O triângulo Tebet/Dória/Leite mantém conversações abertas com as legendas que, potencialmente, seriam a base de apoio a romper a polarização. As redes não demonstram confiança na capacidade de uma chapa de direita para fazer frente à máquina do Estado.

Menções aos candidatos ……

Bolsonaro e Lula seguem dominando praticamente sozinhos as redes, abarcando 83,8% das menções aos presidenciáveis, no Twitter. Sérgio Moro e Ciro Gomes conseguem ainda criar uma agenda própria de influência, mas os demais pré-candidatos seguem de acordo com a maré das redes. Cabe notar um descolamento de João Dória em relação a Eduardo Leite, com o ex-governador de SP conseguindo mais visibilidade que o gaúcho mas, ainda assim, com pouca relevância em nível nacional, como mostra o gráfico de menções:

Menções aos candidatos – últimos 5 dias

Bolsonaro, 43,9%; Lula, 39,9%; Sergio Moro, 7,8%; Ciro Gomes, 4,4%; João Doria, 2,9%, Eduardo Leite, 0,5%, Simone Tebet, 0,7%, Felipe D’Avila, 0,0%.

Lula e fala polêmica …….

A chapa Lula/Alckmin ainda recebe muitas críticas de antipetistas, mas apoiadores de Lula argumentam que a frente ampla seria a única forma de derrotar o bolsonarismo. Eles alertam que as pesquisas indicam precisamente o risco de perder a eleição caso esquerda e centro não se aliem.

Ciristas não demonstram qualquer interesse em aproximação a Lula. Muitos deixam claro que votarão nulo se o segundo turno concretizar em uma disputa entre Bolsonaro e Lula. Petistas dizem que os apoiadores de Ciro estão acometidos de ódio ideológico e os acusam de torcer pela reeleição do PR apenas para derrotar Lula.

Analistas acreditam que a campanha de Lula precisa de um rumo diferente para ser bem sucedida. Eles consideram um erro as falas recentes sobre aborto e a classe média e defendem que o programa do adversário de Bolsonaro precisa migrar mais para o centro ideológico.

Reajuste de servidores e paralisações ……

O reajuste de servidores Federais deverá ser de 5% para todas as categorias o que tem gerado críticas do funcionalismo nas redes. Categorias de segurança esperavam um reconhecimento especial para a profissão, tendo em conta que estão, em boa parte, na base aliada do governo.

A maioria dos servidores que reagiram à notícia reclamou que o reajuste proposto não chega perto de cobrir as perdas inflacionárias do último ano, resultando em perpetuação da perda de poder de compra.

As paralisações e operações-padrão de Receita Federal e Banco Central recebem apoio de internautas de esquerda, que consideram que os servidores estão certos em reivindicar melhores condições.

A maioria dos internautas, no entanto, vê estes funcionários como privilegiados, com salários acima da média, e consideram o movimento grevista uma espécie de chantagem.

As notícias de que as importações estão bloqueadas nas aduanas do país devido ao protesto da Receita geraram preocupações com a inflação de produtos. Internautas reclamam dos preços de combustíveis e alimentos, e questionam por que os preços não estão caindo junto com o dólar.

Polaridade de sentimentos:

A semana foi instável para a imagem do presidente. A sucessão de denúncias no MEC e na Defesa criou picos de menções negativas, que foram sendo combatidas pela militância digital governista.

Sentimentos 5 dias:

Terça e quinta-feira foram os dias mais negativos para a imagem do presidente, que estava conseguindo manter um patamar próximo a 40% de menções positivas, mas chega no final da semana com cerca de 35%.

Emoções 5 dias:

Os sentimentos tiveram variações esperadas, acompanhando as oscilações de menções positivas e negativas ao presidente.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Bons sinais e bons investimentos. Quer saber mais? O destaque está aqui

 

você pode gostar também

Comentários estão fechados.