BB Investimentos divulga carteira 5+ e analisa o cenário macro para o mercado de capitais

O BB Investimentos atualizou sua carteira recomendada 5+ com a inserção dos seguintes ativos: Banco ABC Brasil (ABCB4), BRF (BRFS3), Cyrela Brazil Realty (CYRE3), International Meal Company (MEAL3) e Petrobras (PETR4).

De acordo com a gestora, estas companhias entram no lugar de Arezzo (ARZZ3), Cia. Siderúrgica Nacional (CSNA3), Duratex (DTEX3), Locaweb (LWSA3) e Magazine Luiza (MGLU3).

Capital estrangeiro

Segundo o BB, a continuidade de ingresso de capital estrangeiro, que foi o diferencial e responsável pela rápida reversão positiva do Ibovespa, tende a manter o índice em tendência ascendente no curto prazo.

Para dezembro, a expectativa, que se modificou positivamente ao longo de novembro, tenderá a continuar favorável caso prossiga o ingresso de capital estrangeiro, que foi recorde em um único mês e impulsionou o mercado acionário doméstico.

Vacina

Para a gestora, passada a incerteza em relação à eleição presidencial norte-americana, mesmo com contestações judiciais, os investidores voltaram suas atenções para notícias que a obtenção de uma vacina para o coronavírus estaria próxima de ser descoberta – o que levaria a uma normalidade futura da vida cotidiana.

Assim, inclusive, os agentes deixaram em segundo plano o confinamento (“lockdown”) parcial adotado por alguns países da Europa e em algumas localidades pelo mundo, que poderá se estender até o final deste ano.

Mercado interno

Internamente, elencou o BB, o mercado optou por antecipar o movimento de maior e mais rápida reabertura da economia brasileira, com uma possível vacina contra o coronavírus e observando que, até o momento, a continuidade da pandemia ainda não se mostrou preocupante pelo país, como está ocorrendo em outras regiões do globo.

Neste contexto, o mercado doméstico virou rapidamente para cima, com a tempestiva reversão das expectativas adversas que estavam levando a saída recorde de capital estrangeiro da bolsa brasileira ao longo do ano.

B3

Assim, destacou a gestora, até o dia 26 de novembro, houve entrada líquida de R$ 31,462 bilhões na B3, reduzindo o saldo de retirada em 2020 para R$ 53,424 bilhões em 2020.

Ou seja, ainda existem muitos recursos para retornar ao Brasil e, ademais, deve-se levar em consideração no curto prazo a larga injeção de liquidez nos mercados implementada ao longo deste ano pelos governos e bancos centrais pelo mundo para enfrentar a pandemia.

Investimentos: juros

“Em termos econômicos, tanto no Brasil, como em outras grandes economias mundiais, a percepção é que a taxa de juros se manterá baixa por um período prolongado e que a inflação permanecerá sob controle, incrementando investimentos em renda variável. Também, existe a possibilidade de novas medidas de estímulos nos Estados Unidos e na Europa”, frisou.

E disse mais: “o Ibovespa fechou em 108.893 pontos em novembro, variando +15,90% no mês e acumulando -5,84% no ano e +0,61% em 12 meses. O índice denotou tendência ascendente ao longo do mês e findou não distante do patamar de 21 de fevereiro de 2020, data que teve início a queda mais abrupta por conta do covid-19.”

Investimentos: volume financeiro

Para o BB, a vigorosa elevação foi apoiada por um volume financeiro médio diário de R$ 34,0 bilhões (excluindo o dia 26 – feriado nos EUA do “Dia de “Ação de Graças”), com incremento de 27,5% sobre a média diária de R$ 26,7 bilhões de outubro (excluindo o dia 14 – vencimento de índice futuro).

O fim da temporada de resultados do terceiro trimestre de 2020 – considerada convincente e corroborando as recuperações econômicas dos países – levou a conclusão das revisões de preços das companhias brasileiras para o próximo ano.

“Deste modo, apresentamos nossa nova pontuação-alvo para o Ibovespa em 2021, em 130 mil pontos – o que implica em um potencial de valorização de +19,4% em relação do fechamento do índice em novembro”, concluiu.